Após mais uma reunião com executivos da Petrobras, na segunda-feira – dia 30 - para tratar sobre o destino da UFN-3, o prefeito Angelo Guerreiro – PSDB - revelou ao Hojemais que não descarta a possibilidade de requerer de volta ao município de Três Lagoas, a área que foi doada à estatal para a construção da referida fábrica. Ele lembrou que isso tem ocorrido com outras empresas que não cumprem as exigências previstas no temo de doação.
O prefeito disse ter se surpreendido com o fato de novas empresas estarem interessadas em comprar a área. “Há 15 dias tinha o conhecimento de que eram quatro empresas participando do processo licitatório; surgiram mais duas e, com isso, esticando para mais trinta dias” - afirmou, prevendo que até abril o processo seja concretizado.
Ele lembrou, porém, que o prazo de prorrogação do processo de retomada das obras da fábrica vence em março do ano que vem e que não irá encaminhar novos projetos de prorrogação para a Câmara de Vereadores, sem que sejam sanadas todas as pendências que a empresa tem para com o município, o que inclui dívidas com empresários locais e com trabalhadores, entre outras.
“Temos de começar a tratar isso com mais rigor; não é que a prefeitura quer assumir a UFN-3; simplesmente queremos ver a fábrica finalizada e em pleno funcionamento para a geração de empregos. Queremos a retomada das obras, mas queremos que sejam reparados todos os prejuízos causados” - ponderou.
“Não é simplesmente sair com um sorriso no rosto como se tudo estivesse saindo maravilhosamente bem; vendo apenas o lado da Petrobras. Nós temos de olhar para o município de Três Lagoas” - completou. Assim, ele disse ter pontuado ao presidente da Petrobras que existem algumas tratativas pertinentes ao município - que foi grandemente impactado após a paralisação das obras.
ÁREA
O terreno doado para a UFN-3 – uma área de 220 alqueires - foi adquirido pela Prefeitura de Três Lagoas, na gestão da prefeita Simone Tebet. O projeto foi aprovado em março de 2010 em regime de urgência pela Câmara. A prefeitura adquiriu uma área total de 556,59 hectares, que foi desmembrada da propriedade rural pertencente a particulares, ao custo de R$ 5.980 milhões, sendo que R$ 5 milhões foram pagos pelo Governo do Estado.
A área fica ao lado do local onde estão instaladas as indústrias de papel e celulose da Fibria e International Paper, na Rodovia BR 158 - antiga MS 395 - entre Três Lagoas e Brasilândia. No local foi implantado o Distrito Industrial Córrego Moeda.