Em entrevista ao Hojemais, o prefeito Angelo Guerreiro (PSDB) revelou que voltará a encaminhar à Câmara de Vereadores, projetos solicitando autorização para contrair financiamento destinado às obras de drenagem e macro drenagem em vários bairros da cidade. “Não podemos perder esta oportunidade” - disse o prefeito, referindo-se a uma linha de crédito aprovada no Ministério da Cidade, no último dia 7 de janeiro, que autoriza a liberação de 43 milhões de reais para atender problemas de alagamento com obras de drenagem e macro drenagem nos bairros Vila Verde, Chácara Imperial, Vila Haro, São João, Guanabara e São Carlos, entre outros. Se a Câmara autorizar, serão resolvidos 80% dos problemas de enchentes na cidade, garante o prefeito.
Sem esses recursos, segundo ele, é inviável a execução de tais serviços. Tendo em vista que, no final do ano passado já teve rejeitado na Câmara projetos com esta mesma finalidade, o prefeito disse que, antes, conversará com os vereadores, confiante de que desta vez será diferente.
Além dos recursos via Ministério da Cidade, Guerreiro diz que há ainda a possibilidade de conseguir 50 milhões de dólares, a serem pagos em um período de 25 a 30 anos. “Não é despesa; não é endividamento do município”, disse, esclarecendo que este montante pode ser viabilizado junto ao CAF (Banco de Desenvolvimento da Américas Latina), a juros de 2,5% ao ano e com sete anos de carência para iniciar o pagamento.
“Não importa que seja o prefeito Angelo Guerreiro a realizar essas obras tão necessárias para a cidade; o importante é que consigamos isso, mesmo que fique para outros [prefeitos]; pois, eu tenho apenas mais dois anos [de administração]” - explica. Se não conseguir dar o início à obra, uma vez que é muito morosa e não se faz de um ano para outro, Guerreiro diz que não tem problema.
Esta verba do CAF, segundo o prefeito, é diferente da do Ministério das Cidades, uma vez que o pedido de liberação precisa ser apreciado pelo Senado e pelo Tesouro Nacional. “Se os vereadores aprovarem, talvez seja autorizado no ano que vem”, avalia, esclarecendo que o município não vai ver a cor do dinheiro, já que a obra será paga diretamente pelo banco. “É como se fosse uma residência financiada pela CEF” - compara.
Expectativas
Guerreiro falou também sobre a sua expectativa em relação a 2019. Disse estar confiante de que a economia volte a crescer e que, a partir de então, as coisas comecem a se desenvolver; principalmente, no tocante à geração de emprego.
Falou também que Três Lagoas é destaque em nível de estado, com metade do PIB de MS, e que precisa ser olhada com outros olhos, pelos governos estadual e federal.
Por fim, concordou com os comentários de que Três Lagoas arrecada mais de R$ 1 milhão por dia; explanou, porém, que também gasta mais de um milhão por dia. “Não somos primos ricos; a arrecadação é proporcional ao tamanho da cidade” - pontuou.
Colaborou Aurora Villalba