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Jornalista que revelou escândalos da Lava-Jato é denunciado 

Greenwald é um dos fundadores do site The intercept, reveleu o escândalo da lava jato e deu publicidade aos documentos de Snowden (Ex- analista da Agencia de Segurança Nacional Americana). 

Beatriz Benedeti - Hojemais Três Lagoas
22/01/20 às 12h20
Sérgio Moro (Reprodução/Polemica paraiba)

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu uma denúncia contra o jornalista americano Glenn Greenwald juntamente com mais 6 pessoas durante a operação Spoofing, que investiga invasões feitas em aplicativos de mensagens das autoridades da República.

Greenwald é um dos fundadores do site The intercept , e conhecido por revelar o escândalo da lava jato e por ter dado publicidade aos documentos de Snowden (Ex- analista da Agencia de Segurança Nacional Americana). 

O jornalista poderá responder por pelos crimes de associação criminosa, interceptação telefônica e invasão do dispositivo informático alheio, mesmo sem estar sendo investigado.

Ele não era alvo desta operação , já que em agosto do ano passado o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes proibiu que a Polícia Federal o investigasse, com o intutito de defender a liberdade de impressa e deixa-lo exercer o “exercício regular de sua profissão”

Porém está presente na denúncia que quando a polícia apreendeu um Macbook em uma das casas dos investigados na operação Spooging foi encontrado no aparelho um áudio entre “molição” e Greenwald, no qual o jornalista dava instruções para o hacker.

“GREENWALD, então, indica que o grupo criminoso deve apagar as mensagens que já foram repassadas para o jornalista de forma a não ligá-los ao material ilícito”, está presente na denúncia assinada pelo Procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira.

“O jornalista GLENN GREENWALD, de forma livre, consciente e voluntária, auxiliou, incentivou e orientou, de maneira direta, o grupo criminoso, DURANTE a prática delitiva, agindo como garantidor do grupo, obtendo vantagem financeira com a conduta aqui descrita.”, também é citado na denúncia.

A denúncia afirma que houve invasões em dispositivos informáticos de diversas pessoas , dentre as vitimas estão o o ministro da Justiça Sergio Moro, procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, o comediante e apresentador Danilo Gentilli e integrantes do MBL, como Fernando Holiday.

A organização trabalhava em três frentes referentes a crimes cibernéticos: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos alheios e lavagem de dinheiro.

Porfim, Greenwald saiu em sua defesa no twitter afirmando que “A Polícia Federal, examinando todas as mesmas evidências citadas pelo Ministério Público, declarou explicitamente que não apenas nunca cometi nenhum crime, mas também exerci com extrema cautela como jornalista, nem cheguei a qualquer participação. Até a Polícia Federal, sob o comando do ministro Moro, disse que está claro para qualquer pessoa: eu não fiz nada além do meu trabalho como jornalista – eticamente e dentro da lei”, o jornalista continua e afirma que a denúncia é uma “tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro é o governo Bolsonaro”. 

O site Intercept Brasil postou uma nota sobre o fato, afirmando que “vemos uma tentativa de criminalizar não somente o nosso trabalho, mas o de todo o jornalismo brasileiro. Não existe democracia sem jornalismo crítico e livre. A sociedade brasileira não pode aceitar abusos de poder como esse”.

Edward snowden também defende Greenwald e disse a uma entrevista para a revista Veja que as autoridades públicas devem estar sujeitas ao desconforto de ter suas conversas privadas publicadas, e ainda afirma "São eles que decidem quem vai para a cadeia, quem é libertado, quem vive, quem morre, como será nosso futuro. Não importa de onde a informação veio. Se ela é de interesse público e verdadeira, que seja divulgada"


*Com informações da Veja, Conjur e Uol

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