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“Mato Grosso do Sul é o estado mais lindo do país”

Três-lagoense declaram seu amor pelo Estado

Hojemais - João Maria Vicente
11/10/17 às 13h46
Pinheirinho, Idevaldo, Rômulo e Ubaldo

Um dos estados mais novos do Brasil, nesta quarta-feira (11), Mato Grosso do Sul completa 40 anos de emancipação político-administrativa. A respeito da data, o Hojemais entrevistou algumas pessoas que vivem em Três Lagoas - a terceira cidade do Estado em número de moradores - para saber o que tem de bom e como é morar aqui. A ‘maravilhosa natureza’ foi o principal destaque apontado pelos entrevistados.

José Ubaldo Pereira, por exemplo, disse: “eu sou suspeito de falar, porque eu sou sul-mato-grossense nato; não troco meu estado por nenhum outro do mundo”. Para ele, morar no mato grosso do sul não é sorte, mas sim um privilégio, por viver entre a natureza e amigos.

Outro que destacou as belezas da natureza é Orlando Silvestre. “De Costa Rica a Mundo Novo, descendo pelos Rios Sucuriú e Paraná e de Corumbá à Porto Murtinho descendo o Rio Paraguai, cruzando o Pantanal. Muita água e muito verde”, destaca, observando que “até um pedaço remanescente da mata atlântica temos na região de Bonito”. Oriundo da região de Porto Murtinho, ele diz conhecer todos os municípios de MS. “40 anos de estradas de chão e em alguns fui de teco-teco”, diz, contando também que viajou nos navios Guarapuava e Vitórias dos Palmares de Corumbá à Assunção.

“Melhor lugar do mundo. Terra acolhedora; de cozinha farta e de pessoas hospitaleiras”, declarou Luiz Antônio Pinheiro, o Pinheirinho, membro da quarta geração de família tradicional três-lagoense. Ele destaca ainda a natureza maravilhosa.

Para o radialista e ex-vereador Cláudio César Alcântara, é um Estado com vocação de ser acolhedor e que recebe muito bem as pessoas e que por isso há grande diversidade de cultura.

Já na opinião do assessor parlamentar Rômulo Wendell, o melhor de Mato Grosso do Sul são as pessoas, gentis, trabalhadoras e persistentes. “Há 20 anos escolhi viver aqui; tive o prazer de conhecer grande parte do Estado e em cada lugar que passei algo de diferente me cativava, ou era a natureza, ou a cultura, a comida, ou a música”, disse, e completou: “Mato Grosso do Sul é o estado mais lindo do país”.

Além dos Rios Paraná e Sucuriú, Juscelino Alves de Carvalho destaca também as lagoas e as pousadas.

Idevaldo Garcia Leal, por sua vez, destaca as oportunidades e as belezas naturais. “Cresci vendo o cerrado de pé; nem pasto tinha”, observa.

A história de MS

Em sua ocupação inicial, as bacias fluviais dos rios Paraguai e do Paraná exerceram um papel de grande relevância, visto que através de seus cursos os espanhóis adentraram naquela região, desde o estuário do Rio da Prata, em direção ao norte procurando riquezas minerais. De forma contrária, os bandeirantes, com o objetivo de alcançar o antigo Mato Grosso, subiram pelas águas do rio Tietê, Grande, Sucuri, Pardo, Verde e Ivinhema até alcançar a vertente do rio Paraguai. Desde estes cursos fluviais os bandeirantes se dirigiram ao norte em busca de ouro.

A conquista e a ocupação efetiva do Mato Grosso do Sul foi conseqüência da atividade pecuária e, posteriormente da agricultura, já que o processo de povoamento originado com as tarefas de extração vegetal, especialmente erva-mate, causou uma ocupação dispersa, mesmo assim atraíram brasileiros e paraguaios que criaram as cidades de Ponta Porã e Porto Murtinho.

Por outro lado, o prolongamento da antiga linha férrea noroeste do Brasil, no começo do século XX, constituiu um dos elementos que impulsionaram o desenvolvimento demográfico e da economia do estado, até então praticamente subordinado às vias fluviais. Na realidade, as vias férreas revitalizaram povoados como Campo Grande e Aquidauana, além de resultar benéfico para Corumbá, fundada no século XVIII, que passou a ser o porto brasileiro mais importante no rio Paraguai.

As idéias separatistas do Mato Grosso do Sul tiveram seu início do século XX, com uma revolta organizada pelo coronel Mascarenhas, que resultou na derrota dos rebeldes. O norte sempre resistiu à separação com medo do esvaziamento da economia do estado. A Liga Divisionista, entidade criada para lutar pela criação de uma nova unidade da federação, em 1932, ficou durante décadas desativada.

No dia 11 de outubro de 1977, através da lei complementar nº 31, o então presidente da república General Ernesto Geisel, desmembrou do estado do Mato Grosso a região sul que, em primeiro de janeiro de 1979, foi transformado definitivamente no estado do Mato Grosso do Sul. Entre 1979 e 1982, o novo estado foi governado por um interventor nomeado pelo presidente da república. Depois disto ocorreram as primeiras eleições para governador.

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