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Mulheres são maioria no eleitorado de Três Lagoas

No dia 24 de fevereiro, o Brasil celebra 93 anos da conquista do voto feminino, um marco histórico para a democracia do país.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
24/02/25 às 15h45
Alzira (à direita) visitando Brasília com a irmã Inês, na época da inauguração da capital - Primeira Prefeita eleita no Brasil (Fonte: BBC)

No dia 24 de fevereiro, o Brasil celebra 93 anos da conquista do voto feminino, um marco histórico para a democracia do país. Instituído pelo Decreto nº 21.076, de 1932, o direito das mulheres ao voto foi um passo fundamental na luta por igualdade de gênero e pela participação política feminina. Mato Grosso do Sul e, em especial, Três Lagoas, destacam-se nesse cenário, com a maioria do eleitorado sendo composto por mulheres.

Mulheres são maioria no eleitorado de MS e Três Lagoas

De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral, Mato Grosso do Sul conta com 1.065.512 eleitoras, superando os 966.425 eleitores homens. Em Três Lagoas, as mulheres também são maioria: representam 53% (45.957) do eleitorado, enquanto os homens correspondem a 47% (41.011). Esses números refletem a crescente participação feminina nas decisões políticas e reforçam a importância da data para a história do país.

A celebração do Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil foi oficializada pela Lei nº 13.086, sancionada em 8 de janeiro de 2015, como forma de homenagear a luta das mulheres pelo direito ao voto e pelo reconhecimento de sua cidadania plena.

Um caminho de desafios e conquistas

Embora o direito ao voto tenha sido garantido em 1932, nem todas as mulheres puderam exercer esse direito imediatamente. Restrições ligadas à idade, alfabetização e atividade remunerada limitavam o acesso ao sufrágio feminino. Além disso, a votação das mulheres era facultativa, enquanto os homens entre 21 e 60 anos eram obrigados a votar. Apenas em 1985, com a redemocratização do país, o voto feminino foi universalizado.

Desde então, diversas mulheres vêm desempenhando papéis fundamentais na política brasileira. Entre os nomes históricos está o da baiana Izabel de Souza Matos, que pleiteou o direito de voto em 1886, e Celina Guimarães Vianna, a primeira mulher a votar oficialmente no Brasil em 1928. No mesmo período, Alzira Soriano se tornou a primeira prefeita eleita da América Latina, demonstrando o protagonismo feminino na política.

Outra figura essencial na luta pelos direitos das mulheres foi Bertha Lutz, líder do movimento sufragista brasileiro. Seu legado é reconhecido até hoje pelo Senado Federal, que concede anualmente o Diploma Bertha Lutz a personalidades que contribuem para a defesa dos direitos femininos no Brasil.

Desafios atuais e a busca por maior representação

Apesar das conquistas, a participação feminina na política ainda é um desafio. A representatividade das mulheres nos cargos de liderança do Executivo e do Legislativo continua baixa. Por isso, iniciativas que incentivam a inclusão feminina nos partidos políticos e nas disputas eleitorais são essenciais para avançar na equidade de gênero.

Em Três Lagoas e em todo o Mato Grosso do Sul, a data é um convite à reflexão sobre a importância da participação feminina na política e sobre os desafios ainda presentes na busca por igualdade. Que essa conquista histórica continue inspirando mulheres a ocuparem espaços de decisão e transformação social.

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