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Na Capital, Marun revela faltar 40 votos para aprovar reforma da previdência

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB), está em Campo Grande nesta sexta-feira (2), onde revelou que o governo do presidente Michel Temer (MDB-SP) ainda precisa de 40 votos na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma da previdência.

Midiamax
03/02/18 às 19h25
(Midiamax)

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB), está em Campo Grande nesta sexta-feira (2), onde revelou que o governo do presidente Michel Temer (MDB-SP) ainda precisa de 40 votos na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma da previdência.

“Tenho certeza que vamos aprova-la”, afirmou o ministro. Segundo ele, a matéria está pautada para ser votada no próximo dia 19 de fevereiro, mas o governo admite protelar a votação caso não tenha definido o número suficiente de parlamentares, 308 dos 513 deputados federais.

Temer, revelou o ministro, não abre mão de dois pontos que considera fundamentais na reforma proposta, que são a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, e um regime único de previdência, para servidores público e da iniciativa privada.

Votos

Marun afirmou que o processo de convencimento dos deputados da base aliada não passa pela liberação de emendas ao Orçamento da União, já que o governo deve atender a todos os parlamentares, já que as emendas são impositivas.

Dos 8 deputados federais por Mato Grosso do Sul, o ministro diz que conta com voto favorável à reforma de pelo menos cinco, dos tucanos Geraldo Resende e Elizeu Dionizio, os democratas Tereza Cristina e Mandetta, além do seu próprio. Marun anunciou que vai se licenciar do ministério para votar a reforma.

Ele admitiu que o Palácio desistiu de buscar votos na oposição, o que inclui os deputados Zeca do PT, Dagoberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet (PT). “Eles preferem mentir que a reforma não é necessária. O PT e seus puxadinhos”, disparou Marun.

A partir da semana que vem as tratativas se intensificam em Brasília. “Não é possível o país sobreviver com o déficit da previdência. Vamos esperar o Brasil quebrar? Pois no futuro os aposentados podem ficar sem aposentadoria, como já acontece em alguns Estados”, finalizou.

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