AO VIVO
Política

“O atual sistema eleitoral é o pior que existe; precisamos acabar com ele”

Confira entrevista com o Deputado Estadual Eduardo Rocha

Hojemais, Três Lagoas - Gisele Mendes/João Maria Vicente
21/08/17 às 08h19
(Albecyr Pedro)

O Jornal Hojemais entrevistou o deputado estadual, Eduardo Rocha - PMDB. Ele foi recebido pela reportagem nas dependências do Grupo Agitta de Comunicações onde falou sobre seu trabalho, sobre as emendas destinadas para Três Lagoas – mais de R$ 2 milhões - e também sobre sua pretensão em concorrer a uma vaga para deputado federal.

Rocha destacou que aprendeu muitos nos últimos seis anos como deputado estadual e agora quer defender o estado de Mato Grosso do Sul e sua cidade, Três Lagoas, na Câmara Federal.

Sempre ligado com a política, Eduardo Rocha foi eleito para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em 2010, com 25.428 votos - para exercer a função de 2011 a 2014. Neste último ano, o parlamentar foi reeleito para seu segundo mandato, com 30.873 votos, para o período de 2015 a 2018.

Confira a entrevista:

HM - O senhor sente que já cumpriu seu papel como deputado estadual e, por isso, pleiteia uma cadeira na Câmara Federal?

E. R. – Não. Eu acho que ainda falta muita coisa. Eu aprendi muito nesses seis anos como deputado estadual, mas estou pleiteando sim, uma cadeira federal, porque eu entendo que o Brasil vai ser passado a limpo nos próximos cinco anos, principalmente no que se diz respeito às reformas estruturantes que o país precisa - Reforma da Previdência, Reforma Política, Reforma Tributária - e eu quero estar em Brasília, na Câmara dos Deputados, para trabalhar e defender Mato Grosso do Sul e, principalmente, a nossa Três Lagoas.

HM - Como pré-candidato a deputado Federal, quais são os seus principais redutos?

E. R. – Eu fui o deputado estadual mais votado em oito cidades e o segundo aqui, em Três Lagoas; primeiro em Água Clara, Selvíria, Aparecida do Taboado, Costa Rica, entre outros municípios. Portanto, eu não tenho um reduto. Mas, é claro, a minha cidade, meu berço eleitoral é Três Lagoas e, além daqui, eu quero buscar votos nos 79 municípios do Estado. Eu já tenho parcerias em várias regiões do Estado; por isso, vou andar por todo Mato Grosso do Sul.

HM - O PMDB de Três Lagoas vai lançar candidato a deputado estadual?

E. R. – O ex-vereador Idevaldo se filiou ao PMDB e disse que tem vontade de sair candidato para deputado estadual; mas, tem outros nomes também, assim como o empresário Beto Gusmão. É claro que não sou eu quem decide, mas sim, o diretório e a executiva do partido.

HM - Como é o seu relacionamento com o prefeito Angelo Guerreiro?

E. R. – Eu tenho um bom relacionamento com o Guerreiro; inclusive, fui eu quem o convidou para a vida pública quando ele ainda era vereador e a Simone prefeita. Quando eu e ele saímos candidatos a deputado estadual cada um foi para um lado, naturalmente; mas, mesmo assim fomos colegas na Assembleia. Tenho respeito por ele e estou ajudando-o naquilo que posso ajudá-lo frente à prefeitura. Já dei uma Van - das emendas; na semana passada entreguei um Gol e vou destinar quase R$ 500 mil em emendas para o município.

HM - O PMDB deverá voltar a se chamar MDB; o que o Senhor acha desta mudança?

E. R. – Eu acho boa essa mudança; hoje em dia as pessoas não votam no partido, mas sim, nas pessoas - com base em suas histórias, no que elas fizeram e por acreditarem nelas. É uma boa, porque o MDB foi o responsável por trazer a democracia de volta para o Brasil - o MDB de Mário Covas, Ulisses Guimarães, de Fernando Henrique Cardoso, do Eduardo Suplici. Essas pessoas fizeram parte desse partido e conseguiram fazer bastante coisa pelo nosso país.

HM - E sobre os sistemas de voto chamados “Distrital” e “Distrital Misto”. Qual é a sua opinião? Ou prefere o sistema atual?

E. R. – O pior que existe é o sistema atual; temos de acabar com ele. Eu entendo que não podemos eleger um Tiririca com 1,5 milhão de votos e levar seis deputados federais com 100, 200 votos - sem compromisso com a sociedade porque não precisou de votos para ser eleito. Para que o mandato venha da representatividade popular é preciso eleger os mais votados. Eu acho que o Distrital não é o melhor, mas em relação ao atual... É sim. Eu entendo que o melhor seria o Distrital Puro. Por exemplo, eu sou de Três Lagoas; então eu ficaria só aqui na região e não precisaria buscar votos em outras regiões - assim como deputados do Sul do Estado não precisariam vir aqui.

HM - Ultimamente o Senhor tem apresentado inúmeros projetos. Quais são os mais importantes?

E. R. – O mais importante que apresentei até hoje e acho que não vou conseguir superá-lo foi a Semana de Enfrentamento de Combate ao Crack. Depois dele, foram lançados vários projetos e várias entidades aderiram aos eventos realizados em todo o Estado; houve uma repercussão muito grande. O Projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) do Governo Federal foi feito com base nesses projetos de enfrentamento às drogas.

HM - Fale-nos um pouco sobre o projeto que proíbe o uso de capacete em locais fechados e a venda de produtos e que contêm amianto.

E. R. – Não tem por que uma pessoa entrar em local fechado com capacete. A minha proposta é proibir a entrada com o capacete em restaurantes, conveniências, entre outros lugares. Não há motivo para a pessoa entrar com o rosto coberto nesses lugares. Em relação ao projeto que prevê a proibição de venda de produtos com amianto, vale destacar que se faz necessário pela saúde pública e segurança do trabalhador.

HM - O senhor é aliado do governador Reinaldo Azambuja e é vice-presidente de uma CPI contra ele. Como conciliar esta situação?

E. R. – A CPI não é contra o governador; mas, sim, contra a fraude fiscal. Nós estamos apurando e a CPI já avançou bastante.  O objeto da CPI são os termos de acordo fiscal de incentivo feito entre o Governo do Estado e o Grupo JBS; são cinco Termos de Acordo. Estamos investigando o primeiro. Nós íamos fazer uma vistoria no frigorífico de Ponta Porã para comprovar as Notas Fiscais que eles emitiram; porém, um dia antes dessa visita, a empresa encaminhou um ofício assumindo que não tinha cumprido os compromissos no frigorifico - ou seja, ela confessou o crime. A CPI está investigando; inclusive, eu fiz um requerimento verbal solicitando uma audiência com o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot para termos acesso a mais informações do acordo de leniência e vamos pedir a restituição ao valor que varia entre R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. Depois que tivermos habilitados e com provas poderemos ter acesso a essa restituição para Mato Grosso do Sul.

H. M. Em que pé se encontra a CPI?

E. R. – Já estamos caminhando para o segundo, dos cinco termos a serem investigados. Quarta-feira, a CPI vai investigar os dois frigoríficos de Campo Grande - que são os maiores do Grupo JBS - onde a empresa tinha se comprometido em investir R$ 60 milhões; se não investiu, será uma nova acusação contra o Grupo JBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍTICA
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.