Antonio De Pádua Thiago, prefeito de Brasilândia, em entrevista ao Hojemais faz balanço sobre os primeiros 80 dias de gestão frente ao município vizinho de Três Lagoas.
De acordo com Antonio, o cenário com o qual se deparou desde o dia 1º de janeiro deste ano não foi dos mais animadores. Isso porque, segundo o chefe do executivo, o município apresentou queda considerável na arrecadação de receita vinda, principalmente, do ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços). "Esses primeiros dias na administração não estão sendo fáceis por conta desse cenário brasileiro. Enfrentamos dificuldade tanto a nível de estado quanto de governo federal. Aliado a isso, especificamente sobre Brasilândia, temos o cenário de queda de arrecadação na receita por uma diminuição do nosso índice de ICMS que é a receita mais importante do nosso município", avalia.
Antonio encara hoje seu terceiro mandato em Brasilândia. Depois de ter sido prefeito por duas gestões de 2005 a 2012. "Quando deixei o meu mandato em primeiro de janeiro de 2013, o prefeito que assumiu na época, encarava um cenário muito mais otimista, quando o índice de arrecadação em ICMS do município era 1,17. Agora, neste ano, recebi com um índice 0,67", pontua.
De acordo com o prefeito, a diferença equivale a uma perda de aproximadamente R$ 6 a R$ 8 milhões a menos de arrecadação em um ano. "Em 2012, com a conta ICMS eu pagava a folha de pagamento, o duodécimo da Câmara e um repasse no valor de R$ 130 mil para o hospital de Brasilândia. Hoje mal consigo nem pagar a folha de servidores".
A intenção neste primeiro semestre, conforme o chefe do executivo relatou, é "colocar a casa em ordem" priorizando alcançar o equilíbrio financeiro. "Não adianta dar um passo maior que a perna. Nesse primeiro momento estamos devagar, tentando fazer o 'arroz com feijão'. Nossas prioridades são o de ter-se o equilíbrio financeiro; e depois disso fazer as coisas fluírem. O índice de ICMS é anual, então temos que trabalhar em 2017 para melhorar para o ano que vem. Temos que nos contentar com a receita que temos e fazer o que é possível com o que temos nas mãos.expectativa é positiva. apesar deste cenário de crise, acredito que a gente consiga mudar este cenário e retomar ao crescimento", conta.O transporte e merenda escolar merecem atenção, afinal "muitas crianças são da zona rural e elas precisam da merenda para este intervalo de tempo entre almoço e jantar", afirma. A saúde também faz parte da lista de prioridades, que neste primeiro momento, encontra-se com todos os contratos de médicos de especialidades suspensos. "A parte da assistência social é uma área importante. No meu antigo mandato criei um programa chamado Protege Brasilândia que é similar ao Bolsa Família, em que as famílias cadastradas recebem uma quantia de R$ 130. Vamos manter este programa", afirma.