A sessão da Câmara de Três Lagoas desta terça-feira (27) esteve lotada, sendo a maioria profissionais da Educação que compareceu para pedir apoio dos vereadores no sentido de que o prefeito Angelo Guerreiro (PSDB) altere a jornada de trabalho da categoria de oito para seis horas.
A presidente do Sinted (Sindicato dos Trabalhadores da Educação), Maria Laura Castro dos Santos, fez uso da tribuna apresentando os motivos para tal reivindicação.
Em entrevista ao Hojemais, ela disse que o movimento sindical tem projeto não apenas de valorização financeira, mas de prevenção à saúde da categoria. A jornada de seis horas, segundo ela, causa alguns danos à saúde dos trabalhadores. “Não penas danos físicos, mas emocionais”, afirma.
Segundo a sindicalista, a Jornada de seis horas teve início no ano de 2010 e no ano passado voltou a ser de oito horas em 2017. “A gente tem concurso de oito horas, mas tem a legalidade de trabalhar seis horas ininterruptas, porém com horário de almoço”, diz.
De acordo com ele, são mais de trezentos administrativos e nas áreas de educação (atendentes, auxiliares de limpeza, auxiliares de cozinha, auxiliar de secretaria e secretária de escola). Em 2017 ela diz ter conversado com o prefeito, que teria pedido um tempo para analisar o pedido, uma vez que estava organizando a prefeitura.
Ainda conforma ela, os trabalhadores estão sempre cobrando o sindicato esta mudança e que, para tentar atende-los apelou aos vereadores, sendo que já conta com o apoio de alguns, incluindo o presidente da Casa, André Bittencourt (PSDB).
Entrevistado pelo Hojemais, Bittencourt disse que a mudança é atribuição exclusiva do Executivo, mas que os vereadores, porem ser representantes do povo, vai fazer um pedido formal ao prefeito para que ele analise a viabilidade, ou não, da mudança. Apesar de a classe ter afirmado que é possível, a sua opinião é de que será necessário um estudo técnico.
Colaborou Aurora Villalba