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Processante começa a definir esta semana o futuro de Alcides Bernal

Os integrantes da Processante vão apresentar parecer recomendando o seguimento do processo contra o prefeito

Correio do Estado
04/11/13 às 07h40
Bernal precisa, no mínimo, de dez votos para sepultar processo (Correio do Estado)

A semana será determinante para a Comissão Processante da Câmara Municipal indicar a definição do futuro do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Os integrantes da Processante vão apresentar parecer recomendando o seguimento do processo contra o prefeito ou o seu arquivamento, conforme matéria publicada hoje (4), no jornal Correio do Estado. Mas, pela análise preliminar da defesa apresentada pelo advogado Jesus de Oliveira Sobrinho, os vereadores não sentiram firmeza nas argumentações para derrubar as denúncias apontadas no relatório da CPI do Calote. A tendência, portanto, é da Comissão Processante sugerir ao plenário da Câmara Municipal o seguimento do processo. Isto pode levar, no final da apuração, à proposta de cassação do mandato de Bernal.

Hoje, diante do desgaste do prefeito e das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que não fazem parte do objetivo da Processante, podem reforçar ainda mais a disposição dos vereadores afastarem definitivamente o prefeito do cargo por crime de responsabilidade. A Câmara poderá colocar em votação na quarta ou quinta-feira o parecer da Comissão Processante. Até lá, os vereadores da CP terão posição sobre o que se apurou e a análise da defesa do prefeito. A votação não precisa ser, necessariamente, na próxima semana. A oposição poderá se articular para adiar, se não tiver segurança de contar votos suficientes para prosseguir com o processo.

Segundo a matéria assinada por Adilson Trindade, o prefeito Alcides Bernal precisa, no mínimo, de dez votos para sepultar de uma vez por todas o processo aberto para cassar o seu mandato. Mas a oposição está atenta à movimentação de Bernal para conquistar apoio de vereadores. Bernal lutará, agora, para recuperar, também, o apoio do vereador Chocolate (PP), do seu partido. O vereador sofreu retaliação com a demissão de sua mulher. Mesmo assim, Chocolate suporta firme a pressão para votar com Bernal. Ele não aceitou e está determinado a manter a mesma posição de quando apoiou a Comissão Processante.

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