A exemplo do que ocorre em praticamente todo do Estado, a Executiva local do PSB pede a volta da deputada federal Tereza Cristina ao comando do diretório estadual do partido, cargo do qual foi excluída como forma de punição por ela ter votado a favor da reforma trabalhista, quando a legenda tinha formalizado uma posição contra a proposta. Todas as executivas estaduais exigem o retorno imediato da deputada, por considerar que a decisão foi arbitrária.
A engenheira Wilma Lara, presidente da Executiva local, considerou a atitude antidemocrática e muito ruim para a legenda. Segundo ela, não houve votação e nem reunião com os parlamentares do partido em nível nacional, mas foi apenas uma decisão unilateral da executiva nacional.
Para Wilma Lara, o retorno da deputada será fundamental para o partido, uma vez que ela é muito atuante, flexível e desenvolvimentista. “Ela não é retrógada e pensa sempre pra frente”, testemunha, destacando que a partir de quando ela assumiu o comando do PSB, o partido cresceu como nunca.
Wilma destaca, por exemplo, que nas eleições municipais do ano passado, a parlamentar deu total respaldo aos candidatos em Três Lagoas. “Ela fez com que o partido crescesse muito em Três Lagoas”, reitera. Ainda segundo a presidente, todos os vereadores e os filiados do partido no município comungam da mesma opinião. “O PSB está muito unido a favor da volta da Tereza”, disse.
MANIFESTO
A deputada Tereza Cristina, líder do PSB na Câmara e o líder no Senado, Fernando Bezerra, divulgaram nota de esclarecimento em que critica a “forma arbitrária” com que foi deliberado o afastamento da deputada e de outros parlamentares que também não acataram o fechamento de questão em torno do assunto.
O manifesto afirma confiar na reconsideração da decisão da Comissão Executiva, e na abertura do diálogo sobre os temas em debate, principalmente considerando a opinião dissonante de outros importantes quadros partidários, como, por exemplo, os governadores do Distrito Federal e de Pernambuco, Rodrigo Rollemberg e Paulo Câmara, o Vice-Governador de São Paulo Márcio França, e o Presidente da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeito de Campinas Jonas Donizette, dentre vários outros.