Por falta de recursos em caixa, o governo federal adiou o pagamento de uma ajuda de R$ 2 bilhões que as prefeituras brasileiras esperavam para este mês.
Só os municípios sul-mato-grossenses receberiam quase R$ 30 milhões da AFM (Ajuda Financeira aos Municípios), que havia sido prometida em novembro e confirmada em 13 de dezembro pelo presidente Michel Temer.
A revolta dos prefeitos com o adiamento levou o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) a interromper seu recesso de fim de ano e, no último sábado (30), reunir-se com representantes da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) no litoral do Rio Grande do Sul.
O pagamento era aguardado até a última sexta-feira (29), último dia útil do ano. No entanto, naquele mesmo dia, uma medida provisória assinada pelo presidente confirmou que os valores foram atrelados ao exercício financeiro de 2018 –confirmando que os valores não seriam pagos no prazo inicialmente estipulado. O comunicado foi feito à CNM no dia anterior.
Tal fato causou indignação entre as prefeituras. No mesmo dia de publicação da MP, a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) emitiu nota de repúdio, “em nome de todos os municípios e dos gestores sul-mato-grossense, juntamente com todo o movimento municipalista nacional”, ao Governo Temer, acusando-o de “falta de compromisso” em relação ao pagamento da AFM.