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TJ nega recursos e mantém condenação de Ângelo Guerreiro no caso dos contratos de lixo

Decisão unânime da 4ª Câmara Cível aponta prejuízo de R$ 7,36 milhões aos cofres de Três Lagoas; candidato diz que campanha segue em frente

Patrícia Acunha - Com informações do TJ/MS
15/09/26 às 18h31
Candidato fez um pronunciamento nas redes sociais agora a tarde (Reprodução/Perfil Pessoal)

 A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou, por unanimidade, nesta terça-feira (15), os recursos apresentados na ação popular que questiona contratos de coleta e destinação de lixo durante a gestão de Ângelo Guerreiro em Três Lagoas. 

 A decisão manteve a sentença de primeiro grau, que apontou prejuízo de R$ 7,36 milhões aos cofres públicos. 

 O julgamento acompanhou o voto do relator, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, e contou com a participação do juiz Wagner Mansur Saad e da desembargadora Elisabeth Rosa Baisch. Guerreiro, a Financial Construtora Industrial Ltda. e o Município de Três Lagoas eram os recorrentes. 

 A sentença original, proferida em setembro de 2025 pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública de Três Lagoas, concluiu que a Prefeitura utilizou contratações emergenciais sem licitação para manter a Financial nos serviços de coleta de lixo entre maio de 2017 e setembro de 2019. 

 A magistrada entendeu que as situações de emergência foram artificialmente criadas e repetidas, além de reconhecer superfaturamento nos pagamentos. A condenação determinou a devolução solidária de R$ 7.366.349,40 aos cofres públicos por parte de Guerreiro, da Financial e de seu proprietário, Antônio Fernando de Araújo Garcia. Para o ex-prefeito, a sentença estipulou ainda o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 3,68 milhões (metade do dano) e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Efeitos eleitorais Guerreiro é candidato a deputado estadual. 

 A confirmação de uma condenação por órgão colegiado pode gerar inelegibilidade, desde que estejam presentes os requisitos da Lei da Ficha Limpa. No entanto, o registro do julgamento não detalha os fundamentos do voto nem informa decisão sobre a candidatura. A íntegra do acórdão é necessária para esclarecer o alcance da decisão sobre as penalidades e seus possíveis efeitos eleitorais.     

   O que diz o candidato   

 Em pronunciamento gravado em suas redes sociais na tarde desta terça-feira, Ângelo Guerreiro afirmou que já está providenciando a defesa e que a campanha segue em frente. "Hoje teve uma decisão judicial, mas já estamos providenciando a defesa, cabe recurso. 

 Quero tranquilizar todos vocês, que a campanha segue em frente", declarou. "Sei que muitos adversários políticos vêm me perseguindo, mas estou aqui, firme de pé, porque tenho Deus no coração." O candidato concluiu convocando os eleitores: "Vamos mostrar na urna, família Três Lagoas. 

 Quem me conhece sabe quem é o Guerreiro. Rumo à vitória, cabeça erguida." A reportagem segue à disposição para publicar a manifestação completa da defesa de Ângelo Guerreiro.     

   Entenda o caso       

  •    2017 a 2019:   período dos contratos emergenciais considerados irregulares. 
  •    2018:   apresentação da ação popular.     
  •    2019:   o Ministério Público ajuizou ação de improbidade administrativa. 
  •    Setembro de 2025:   Justiça determinou ressarcimento de R$ 7,36 milhões, multa e suspensão dos direitos políticos por oito anos.     
  •    Outubro de 2025:   juíza manteve as penalidades.     
  •    15 de setembro de 2026:   TJMS rejeita recursos por unanimidade.     

   Consequência eleitoral   

   A   condenação colegiada pode gerar inelegibilidade, mas a aplicação ao caso exige verificação dos requisitos legais e do alcance do julgamento. 

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