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UFN-3 não será vendida se não for assegurado pagamento em atraso com fornecedores, afirma Simone

Fornecedores tem mais de R$ 36 milhões para receber

Hojemais - João Maria Vicente
17/06/17 às 13h24
Senadora Simone Tebet e o deputado Eduardo Rocha estão lutando para que comerciantes dívidas de R$ 36 milhões (Aurora Villalba)

Na semana passada foi revogada pela Justiça uma decisão que determinava que a Petrobras se abstivesse de negociar ou vender a fábrica de fertilizantes que está em construção em Três Lagoas. Além disso, o juiz da 1ª Vara Federal de Três Lagoas decidiu suspender até 11 de setembro a ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal), que pede a retomada das obras de implantação da unidade e a proibição de venda do ativo.

Durante o desfile cívico-militar por ocasião dos 102 anos de Três Lagoas, o Hojemais questionou o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) acerca do assunto, ao que ele respondeu que vai lutar no sentido de que, antes de comercializar a fábrica, a Petrobras assegure o pagamento dos mais de R$ 36 milhões devidos à empresários da cidade que estão no prejuízo desde que as obras foram paralisadas há quase três anos.  “Nós vamos mobilizar a Assembleia Legislativa, os senadores Moka [Valdenir] e Simone Tebet [ambos do PMDB] e quem mais for necessário para que os nossos empresários recebam o que é direito deles”, afirmou.

Também presente ao evento, a senadora Simone Tebet garantiu ao Hojemais que já está cuidando do assunto. De acordo com ela, a seu pedido, o presidente da Petrobras se comprometeu em, no edital do leilão de venda UFN3, colocar o pagamento dos fornecedores como uma das condições para que seja batido o martelo.

Tanto Simone quanto Eduardo afirmaram que o pagamento da dívida será de fundamental importância para o município, devido à injeção que será aplicada na economia local.

DÍVIDA

O montante em dívida que o consórcio deixou supera os R$ 36 milhões e causou grandes prejuízos ao comércio local gerando, inclusive, o fechamento de muitos estabelecimentos. A dívida vem desde o final de 2014, ano em que a Petrobras cancelou o contrato com o Consórcio UFN3 que era formado pelas empresas Sinopec e Galvão Engenharia.

A construção da fábrica – que foi projetada para tornar o Brasil autossuficiente na produção de fertilizantes - foi paralisada com 81% das obras físicas concluídas. Nela, foram investidos R$ 3,2 bilhões. Desde então, está exposta às intempéries, no Distrito Industrial II de Três Lagoas.

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