Em meio a discussões acaloradas entre os vereadores de Três Lagoas, a sessão solene do legislativo desta terça-feira (26) foi marcada pela rejeição do pedido de afastamento do Prefeito Angelo Guerreiro solicitado pelo três-lagoense Vanderlei Amaro da Silva Junior, membro de uma ONG da cidade.
A denúncia enviada à câmara sugeriu um possível cometimento de infração político administrativa por parte do prefeito em relação aos assuntos da coleta de lixo e do funcionamento do aterro sanitário da cidade. No documento constava o pedido de afastamento de Guerreiro do comando do município até a conclusão do inquérito, sob a alegação de que a presença do prefeito poderia comprometer as investigações.
Por 13 votos a favor e quatro contrários, o legislativo decidiu não acatar a denúncia, por entender que não existiam elementos suficientes que justificassem o afastamento do prefeito do comando do município, entretanto os vereadores concordaram que este é um assunto que deve ser apurado.
O vereador Gilmar Garcia Tosta sugeriu que a investigação fosse delegada à comissão do meio ambiente instaurada na câmara, já Jorginho do Gás não concordou que mais uma denúncia fosse entregue às comissões e sugeriu que os vereadores deveriam investigar e levar para o debate argumentos sólidos.
O desacordo de pensamentos dos parlamentares deu início a uma discussão acalorada entre Gilmar e Jorginho, que debateram a respeito da atuação de cada um frente às comissões da casa e só não entraram em vias de fato, graças à intervenção dos outros vereadores.
O presidente da Câmara, André Bittencourt, suspendeu a sessão por alguns minutos até que os ânimos se acalmaram e os trabalhos foram retomados.