Ciência e Tecnologia

Geração digital tem menor QI que anteriores

"Mesmo assim, os resultados foram negativos e, segundo o cientista, 'simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento'"

Cássio Betine*
18/07/21 às 17h00

Michel Demurget, um neurocientista francês, comparou nas últimas décadas, resultados de testes de QI (Quociente de Inteligência) de crianças do mundo todo e concluiu que as de hoje – geração digital -, apresentaram os números mais baixos de todo o período pesquisado. Nunca na história, desde quando foram iniciados os testes, o índice foi tão baixo como o dessa geração.

Os testes consideraram a diferença de método e técnica que evoluíram no período para que não houvesse discrepância e também os fatores de desigualdade socioeconômica entre os grupos, pois sabe-se que condições como nutrição, educação e saúde interferem diretamente nos resultados. Assim, garantiu-se a homogeneidade do perfil dos estudados, para que não houvessem erros.

Mesmo assim, os resultados foram negativos e, segundo o cientista, “simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”.

(Foto: Divulgação)

Ainda não se sabe exatamente qual ou quais são os motivos que impactam nos resultados, mas Demurget acredita que o excesso de exposição às telas – smartphones, televisores e games -, contribuem expressivamente para a diminuição cognitiva das crianças, afetando a linguagem, a concentração, a memória e a cultura, itens definidos como alicerce de conhecimento para medição da inteligência.

E essa exposição excessiva não se refere a impactos apenas biológicos e sim ao tipo de conteúdo consumido – coisas fúteis, superficiais e inúteis para o desenvolvimento intelectual predominam as mídias e dispositivos usados pelas crianças (não só por elas).

Apesar disso, as telas não são os únicos fatores para isso ocorrer, diz o cientista; a exposição a pesticidas e o consumo de medicamento ingerido por décadas pelos genitores também têm sua contribuição. Ainda assim, Demurget considera que as telas, quando bem utilizadas, podem também trazer benefícios.

A questão, como sempre, é manter o equilíbrio no uso e consumo das coisas que nos cercam.

A pergunta que fica é: Como serão, então, os filhos dessa geração?

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

Gostaria de ter artigos publicados no Hojemais Araçatuba? Entre em contato pelo e-mail redacao@ata.hojemais.com.br

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.