Justiça

Acusado de assassinar homem com mais de 140 facadas vai a julgamento nesta quinta-feira

Crime aconteceu na casa da vítima, no bairro Umuarama, em 2023, após os dois passarem o dia bebendo

Agência Trio Notícias
01/10/25 às 12h26
Diogo Junio Sobrinho foi preso pela Polícia Civil após o crime (Foto: Lázaro Jr./Reprodução)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quinta-feira (2,) para o julgamento de Diogo Junio Sobrinho, 37 anos, pelo assassinato do catador de recicláveis Dejair Félix da Silva, 48, crime ocorrido em 9 de outubro de 2023, no bairro Umuarama.

Laudo do exame necroscópico apontou que o corpo da vítima apresentava mais de 140 lesões, causadas por golpe faca. Foram constatados 13 ferimentos na cabeça, dois no pescoço, cinco no tórax e mais de 120 nas costas, que causaram perfuração do pulmão e do baço.

O crime aconteceu em um casa na rua Aristides Troncoso Peres, onde Dejair residia. De acordo com a denúncia, baseada no inquérito da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), os dois estariam desde o período da tarde ingerindo cachaça.

Já durante a noite, a vítima teria desferido um tapa no réu e chamado a mãe dele de “sapatão”. Diante da agressão e da ofensa, Diogo decidiu matar Dejair.

Marteladas

Ainda segundo a denúncia, ele teria esperado a vítima se deitar para se aproximar e passar a agredi-la inicialmente com um cabo de martelo, batendo no rosto dela. Em seguida, Diogo teria ido até à cozinha, se armado com uma faca, com a qual desferiu mais de uma centena de golpes em Dejair.

Não satisfeito, ele ainda teria utilizado um enxadão para bater contra a cabeça da vítima. Para fugir, o réu teria furtado a bicicleta de Dejair, a qual não foi recuperada.

O corpo foi encontrado em um colchão na sala e o réu foi denunciado por homicídio qualificado pelo meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima e também pelo furto da bicicleta.

Confessou

Ao ser ouvido em juízo, Diogo voltou a confessar a autoria do assassinato, que teria sido motivado pelo tapa que teria recebido e pela vítima ter xingado a mãe dele. Ele alegou que Dejair estaria em pé quando o atacou com o cabo do martelo.

Já com relação às facadas, a vítima já estaria deitada no colchão, sendo que ele a virou de bruços para esfaqueá-la. Por fim, relatou que não sabia se Dejair já estava morto quando o golpeou com o enxadão e que não sabe porque continuou batendo nele com o objeto, mesmo após ela estar inconsciente.

Ainda de acordo com o réu, ele e a vítima eram “mais ou menos” amigos e se não estivesse embriagado, não a teria matado, alegando estar arrependido. O julgamento será realizado no Fórum de Araçatuba e está previsto para começar às 9h.

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