Douglas Modesto Rodrigues, 36 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) nesta quarta-feira (8), por ter atirado contra um jovem com 22 anos na época, que teria mantido um relacionamento amoroso com uma ex-mulher dele. O crime aconteceu em 6 de outubro de 2016, no bairro Amizade, e a vítima foi atingida em um dos joelhos e levou um tiro de raspão na barriga.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima manteve um breve relacionamento com a ex-mulher de Rodrigues e esse seria o possível motivo do crime. Na madrugada daquele dia, o estudante voltava para casa vindo de uma lanchonete, caminhando pela rua Pedro Martinez Marin, próximo ao cruzamento com a Santo Giamusso, e foi surpreendido pelo réu, que estava de carro.
Ele teria feito vários disparos na direção do jovem, que mesmo sendo atingido por dois projéteis conseguiu correr até à casa dele, onde se escondeu e depois foi levado por familiares até o pronto-socorro da Santa Casa, sendo necessário ser submetido a procedimento cirúrgico.
Prisão
Ainda de acordo com a denúncia, Rodrigues foi preso na manhã seguinte pela Polícia Militar, durante operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, relativa a outro inquérito.
Na ocasião ele teria confessado informalmente a tentativa de homicídio aos policiais militares. Equipe do Instituto de Criminalística encontrou duas cápsulas de pistola e um projétil no local do crime e com o acusado foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros.
Arma
Em juízo, Rodrigues confirmou que usou uma pistola calibre 380 com capacidade para 19 tiros na tentativa de assassinato. Ele alegou que um mês antes se desentendeu com um amigo do estudante, que teria presenciado a briga.
Após esse episódio, a vítima o teria chamado quando passava na frente da casa dela, disse que sabia que ele estaria querendo matar o amigo com o qual havia discutido e os dois acabaram se desentendendo.
Por fim, o réu alegou que na madrugada do crime ele havia bebido, usado drogas e quando voltava para casa, viu o estudante em uma lanchonete. Ele deu algumas voltas com o carro para confirmar que se tratava do alvo, depois parou perto da casa da vítima e a esperou para conversar.
Entretanto, na versão dele, o estudante teria feito um gesto estranho, um movimento brusco, por isso atirou contra ele, que saiu correndo. Durante a fuga foram feitos outros dois ou três disparos contra o alvo. O réu obteve o direito de responder ao processo em liberdade. O julgamento está marcado para as 9h, no Fórum de Araçatuba.
