O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (20) para julgamento de Anselmo Eugênio Correa, denunciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil, pelo assassinato de Jaime dos Santos Santana, 51 anos.
O crime aconteceu na manhã de 11 de janeiro de 2020 na praça do bairro Jussara e a vítima morreu após seis dias internada. Segundo testemunhas, Santana foi morto por ter recusado dar R$ 10,00 a Correa, que queria o dinheiro para comprar crack.
Consta na denúncia que por volta das 8h daquele sábado a vítima consumia bebidas alcoólicas na praça acima na companhia de um casal, quando foi abordada pelo réu. Ele teria pedido R$ 10,00 para comprar crack, mas houve a recusa.
Uma testemunha contou inclusive que Santana argumentou que se ele quisesse beber pinga poderia ficar junto com eles, mas se for para usar drogas não daria dinheiro.
Ataque
Após a recusa Correa teria se afastado, mas retornado em seguida armado com um tijolo e uma faca. Ele teria arremessado a pedra na direção da vítima, que foi atingida nas costas. Ainda de acordo com a denúncia, para evitar confusão Santana retirou-se do local.
Porém, ele foi perseguido e atacado com uma facada, sofrendo ferimento na região torácica. Enquanto o autor do golpe fugiu, a vítima chegou a pedir ajuda em uma farmácia próxima ao local, mas seguiu caminhando até perder as forças, vindo a cair no asfalto.
Morreu
Na matéria publicada na época pelo Hojemais Araçatuba consta que ele foi encontrado ferido pela polícia, no pátio de um posto de combustíveis na rua Aguapeí, e levado para a Santa Casa por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros.
O boletim de ocorrência comunicando a morte foi registrado na sexta-feira seguinte, por um funcionário do hospital. Santana permaneceu internado na unidade coronariana e teve a morte confirmada às 21h24 da quinta-feira, em consequência de infecção pulmonar.
O promotor de Justiça Adelmo Pinho entendeu que o réu cometeu o homicídio por motivo fútil, o denunciou e a defesa, feita por um defensor público, requereu a impronúncia por ausência de indícios de autoria, a desclassificação para o crime de lesão corporal seguida de morte e o afastamento da qualificadora.
Entretanto, a Justiça entendeu que era caso de enviar Correia para julgamento pelo Júri Popular, atendendo o pedido do Ministério Público. A sessão acontecerá no Fórum de Araçatuba, com direito de acesso para o público. O réu está preso.
