Justiça

Acusado de matar colega no Águas Claras é julgado nesta quarta

Não teria gostado da forma como a vítima cobrou o pagamento de parte de um litro de uísque comprado dias antes no cartão de crédito

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
09/08/22 às 15h16

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (10), para o julgamento de Jonathan da Silva Santos, pelo assassinato de Washington Barbosa Marques dos Santos, 26 anos, crime ocorrido na noite de 8 de setembro de 2019, no residencial Águas Claras.

Conforme matéria publicada pelo Hojemais Araçatuba na ocasião, o corpo foi encontrado caído na rua Luís Grenje. Apesar de não terem sido encontradas testemunhas, informalmente a polícia apurou que a vítima havia sido baleada por uma pessoa que passou por ela em uma moto vermelha e fugiu em seguida.

Washington chegou a ser atendido por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas teve a morte constatada. A perícia apontou que os disparos teriam ocorrido na rua José Maurício de Souza, mas a vítima conseguir correr até à rua Luís Grenje, onde o corpo foi encontrado.

Uísque

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil, que apurou que o crime teria sido praticado por Jonathas. A investigação apontou que dois dias do homicídio os dois estiveram em uma tabacaria na rua Marcílio Dias.

Um terceiro rapaz morador no Águas Claras estava com a dupla, que teria adquirido uma garrafa de uísque, pago com o cartão de Washington. Ainda naquele dia os dois teriam discutido, pois um primo da vítima teria mexido com a namorada do Jonathan, fato ocorrido em data anterior.

Cobrança

Na noite do assassinato, Washington foi à casa desse rapaz para cobrar o valor referente à compra do uísque. Jonathan estava na residência e não gostou da forma que foi feita a cobrança. Como já havia discutido com ele por ciúmes da namorada, resolveu matá-lo.

Ao deixar o local e se armou com um revólver e retornou conduzindo a moto. Ao passar pela vítima que caminhava pela rua, fez vários disparos, vindo a atingi-la, causando ferimentos no braço esquerdo, antebraço direito, nas costas e no tórax.

Denúncia

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que entendeu que o crime foi praticado pelo motivo fútil. A defesa pediu pela impronúncia, mas a Justiça entendeu que era caso de julgamento pelo Tribunal do Júri. Jonathan aguarda julgamento preso. 

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