O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (9) para novo julgamento de Willian Henrique Pereira da Silva, denunciando pela participação no assassinato de Robson Rill, crime ocorrido em dezembro de 2008, no bairro Verde Parque.
Ele foi julgado em 11 de dezembro de 2019, obteve a absolvição, mas o Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, recorreu da decisão. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) acatou o recurso e anulou o julgamento, sob argumento de que a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos.
Consta na denúncia que a vítima conheceu uma mulher na noite de 11 de dezembro de 2008 e foi tomar vinho na casa dela, na rua Amadeu Vuolo. Segundo o que foi relatado, o imóvel não tinha iluminação elétrica e abrigava outras mulheres e um menino.
Sexo
Ainda segundo a denúncia, durante a noite as três mulheres foram para um dos quartos acompanhadas de Rill, que teria combinado um programa sexual com uma delas. Porém, ele teria ficado sozinho no quarto com a criança e sido flagrado segurando o órgão genital do menino.
A mulher que teria feito o flagrante teria pego a criança e passado a gritar por socorro. O réu, Reidson Rodrigues Castro da Fonseca e outros cinco adolescentes teriam ouvido os gritos e cercado a vítima quando ele tentava sair da casa.
Espancamento
Nesse momento teria tido início o espancamento, praticado com um pedaço de telha, pedradas, pauladas, socos, chutes e chineladas. Rill teria sido levado de volta para o interior da residência, amarrado a um caibro, onde foi pendurado, e voltou a ser espancado. Um dos adolescentes inclusive teria jogado água com sal sobre os ferimentos para aumentar sensação de dor, segundo a denúncia.
A polícia teria sido chamada apenas na manhã seguinte, quando Rill foi atendido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao pronto-socorro, onde foi constatado o óbito por traumatismo craniano e politraumas.
Confessou
Segundo a denúncia, Silva admitiu ter agredido a vítima com pauladas, foi denunciado por homicídio qualificado pelo meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele aguardou julgamento em liberdade.
Fonseca também foi denunciado por participação no crime, mas não foi encontrado pela Justiça, por isso o processo foi desmembrado. O julgamento tem início previsto para as 9h, no Fórum de Araçatuba.
