O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reunirá na próxima quarta-feira (26) para julgamento de Thiago Rodrigues Vilas Boas, 21 anos, e Matheus Guilherme Fortin Santos, 23, pelo assassinato do ajudante Márcio de Oliveira, 42.
O crime aconteceu na manhã de 28 de outubro de 2021, no residencial Porto Real, em Araçatuba. A vítima estava na calçada da casa vizinha de onde morava quando foi surpreendida e atingido por quatro disparos, um deles no rosto.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os réus teriam se desentendido com a vítima, teriam sido agredidos por ela e por isso resolveram matá-la, por vingança.
Tiros
Naquela manhã, o mais novo teria se armado com um revólver calibre 22, o mais velho com um revólver calibre 38, e saíram à procura de Márcio, que foi visto sentado na calçada da residência na rua João Ferreira dos Santos. A casa fica ao lado de onde a mãe dele mora.
Ainda de acordo com a denúncia, eles teriam passado pela vítima, entrado no quintal de uma casa ao lado de onde a vítima estava, imóvel que estava abandonada, de onde saíram momentos depois, pulando o muro.
Já com as armas em punho, eles foram em direção ao ajudante e passaram a fazer os disparos. Exame necroscópico apontou que a vítima teve quatro ferimentos por disparo de arma de fogo, um no braço esquerdo, um no ombro direito, um no ombro esquerdo e um no rosto, entre os olhos, causando traumatismo craniencefálico.
Presos
Thiago foi preso uma semana depois, durante operação realizada pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), visando coibir homicídios em decorrência de guerra por tráfico de drogas. Na ocasião também foram apreendidos entorpecentes.
Após a conclusão do inquérito a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois réus pelo homicídio e o pedido foi atendido pela Justiça, quando o Ministério Público apresentou a denúncia.
Qualificadoras
Eles respondem por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Consta ainda na denúncia que o revólver calibre 22 usado no crime foi apreendido e periciado e que os dois confessaram a autoria na fase policial.
Após a apresentação da denúncia, a defesa de Thiago pediu a absolvição sumária do réu ou o afastamento das qualificadoras em caso de condenação.
Já a defesa de Matheus alegou que ele agiu sob o domínio de violenta emoção, seguida a injusta provocação da vítima, devendo ser reconhecido o homicídio privilegiado. Também foi pedido o afastamento das qualificadoras em caso de condenação.
O julgamento acontecerá no Fórum de Araçatuba, a partir das 9h.
