O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) volta a se reunir nesta quarta-feira (24) para julgamento de Tony Marcel Kobayashi e Eloy Kobayashi, denunciados por homicídio duplamente qualificado, acusados de terem entregado a um primo deles, a arma usada no assassinato de Alef Marques de Oliveira, 18 anos.
O crime aconteceu na noite de 4 de fevereiro de 2012, durante a comemoração de um aniversário em uma área de lazer na rua Almir Rodrigues Bento, bairro Jardim América. Acusado de ter feito os disparos, Bruno Vinícius de Queiroz foi julgado em agosto do ano passado e condenado a 16 anos de prisão.
O julgamento dos primos dele havia sido adiado porque um dos advogados dos réus exigiu que fosse ouvido durante o julgamento, um delegado que está de férias. Esse delegado chegou a ser contatado, estava em viagem e não tinha como participar virtualmente.
O juiz que presidia o Júri concordou com o pedido da defesa, dispensando os jurados, o representante do Ministério Público, dois advogados de defesa e dois advogados de Andradina, que atuariam como assistentes de acusação.
Crime
Consta na denúncia que a festa onde ocorreu o assassinato era do tipo open bar, aberta ao público mediante pagamento de ingresso. Foi apurado que Tony, que será julgado nesta quarta, tinha ciúmes de Alef.
Ele foi à festa com a namorada, que havia mantido um relacionamento amoroso com a vítima, e os dois se encontraram no evento. Aproveitando que ocorreu uma briga do lado de fora da área de lazer, Eloy teria tentado agredir Alef, mas foi contido por outras pessoas, com a intervenção de Tony e Bruno.
Agredido com socos e empurrões, a vítima teria reagido. Tony teria ido até o carro dele, que estava estacionado nas imediações, e pegado um revólver calibre 38. Ele teria passado a arma para Eloy, que a repassou para Bruno.
Este teria ido atrás de Alef, que correu para o interior da área de lazer, mas foi atingido por um disparo. Ferido, ele teria pedido para conversar, mas recebeu um segundo tiro, caiu e foi baleado pela terceira vez, já no chão.
Condenado
Laudo do exame necroscópico apontou que a vítima teve ferimentos na coxa direita, no peito, na cabeça e morreu no local. Ao ser ouvido em juízo, Bruno admitiu ter atirado contra a vítima e foi condenado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ele porém, negou o envolvimento dos dois primos dele no crime. O julgamento está marcado para as 9h, no Fórum de Araçatuba, tendo o promotor de Justiça Emir Stringhetta como representante do Ministério Público.
