Ainda não há uma data definida para julgamento pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP), de Caíque Junio de Souza Soares, 27 anos, o "Caíque do Água Branca" . Ele e Alexandro Cícero Rodrigues da Silva foram denunciados por tripla tentativa de homicídio qualificada pelo emprego de meio que resultou perigo comum.
Eles estavam com o julgamento marcado para 5 de outubro do ano passado, mas a sessão teve que ser adiada porque Jair Moura, um dos advogados dos réus, apresentou um atestado de dentista, alegando impossibilidade do comparecimento.
O juiz Henrique de Castilho, que presidia o Júri, decidiu pelo adiamento e remarcou um novo julgamento para 25 de janeiro deste ano. A reportagem apurou que o novo julgamento deixou de ser realizado nesta data porque Jair Moura renunciou à defesa.
Um novo defensor já foi nomeado, porém, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) ainda não agendou uma nova data.
Denúncia
Segundo a denúncia, em 31 de agosto de 2019, Caíque e Alexandro feriram com disparos de arma de fogo, três pessoas no bairro Vista Verde. O alvo da dupla seria uma quarta vítima, um homem que jogava baralho com um grupo de pessoas em um bar no local.
Caíque teria sido visto passando de moto na frente do estabelecimento e retornado minutos depois, com o corréu na garupa, o qual teria sacado uma arma e passado a atirar na direção da vítima. O alvo também estava armado, teria revidado atingido a dupla, que deixou o local.
Feridos
As vítimas feridas na troca de tiros foram um homem que jogava baralho no bar; um jovem de 17 anos que voltava para casa após comprar cigarros no estabelecimento; e uma jovem de 23 anos que fazia as sobrancelhas de uma amiga na calçada do outro lado da rua. Ela correu para proteger a filha dela, de 3 anos.
Alexandro foi encontrado pela polícia quando recebia atendimento médico e negou ter atirado contra as vítimas. Ele confirmou que passou de moto na frente do bar com Caíque retornando de uma festa numa área de lazer, mas negou troca de tiros com alguém que estivesse no estabelecimento.
Caíque permaneceu foragido da Justiça até ser preso pela Polícia Militar, em 30 de dezembro de 2021, em um rancho no assentamento Chico Mendes. Contra ele havia quatro mandados de prisão em aberto na ocasião, dois por homicídio e dois por roubo.
Julgamento
Para o Ministério Público, no processo em que ele aguarda julgamento, as vítimas só não morreram por não terem sido atingidas em regiões vitais e por terem recebido pronto atendimento médico.
Com relação ao procedimento que investigava os disparos de arma de fogo por parte da vítima, a Promotoria de Justiça pediu o arquivamento, levando em consideração que nenhuma arma foi apreendida e teria sido um ato em legítima defesa.
