André Gomes da Rocha e Agnaldo Junio Mendes, conhecido como “Guigui” ou “Gui’, serão julgados pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) nesta quinta-feira (13), pelo assassinato de Patrick da Silva Cezareto, 22 anos, crime ocorrido em 26 de março de 2020.
O homicídio aconteceu por volta das 15h daquele dia, na rua Pedro Moreno, do residencial Porto Real. Consta na denúncia que André era proprietário de uma padaria no bairro. A namorada de Patrick seria funcionária nesta padaria e teria mantido um relacionamento extraconjugal com o patrão.
Ao descobrir que estava sendo traído, o jovem teria pichado o carro do dono da padaria e da esposa dele. Sabendo que Patrick era o autor a pichação, André o chamou para conversar, mas ele não teria confirmado o dano.
Vingança
Para se vingar do dano causado do veículo, o dono da padaria teria pedido a Agnaldo que matasse Patrick. Sem saber que estaria jurado de morte, naquela tarde Patrick foi à padaria acompanhado de outras pessoas para comprar refrigerantes.
Segundo a denúncia, após vender o produto, André pediu ao grupo que consumisse a bebida no imóvel ao lado, um terreno cercado por muro. Em seguida, ele avisou Agnaldo, que foi ao local armado com um revólver.
Ele chegou na garupa de uma moto conduzida por uma pessoa não identificado, desceu do veículo e entrou no imóvel ao lado, que estava com o portão semiaberto. Ainda de acordo com a denúncia, ao ver o réu sacar o revólver e ir em direção a ele, Patrick gritou: “não Gui, não Gui” .
Tiros
Porém, ele teria passado a atirar, atingindo a vítima com cinco projéteis, e fugido em seguida. Na ocasião, testemunhas disseram à polícia que após sair do terreno depois dos disparos, o acusado voltou, olhou para a vítima e passou a dor coronhadas na cabeça dela.
Aguinaldo só teria parado quando uma das testemunhas interveio e as demais pessoas passaram a gritar por socorro. Ele deixou o local na garupa da moto e foi identificado pelas testemunhas.
