Justiça

Homem que agrediu PM feminina de Araçatuba com soco vira réu e pode ir a Júri Popular 

Justiça acatou denúncia do Ministério Público e David William Costa responde a processo por tentativa de homícidio duplamente qualificado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba 
29/07/22 às 10h56
Crime aconteceu no último dia 14, no bairro Hilda Mandarino (Foto: Reprodução/Arquivo)

A Justiça de Araçatuba (SP) acatou denúncia do Ministério Público e David William Costa, 27 anos, virou réu em processo por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Ele é acusado de tentar matar uma policial militar feminina, que foi agredida com um soco no rosto.

O réu também teria tentado pegar a arma de fogo dela, que saiu do coldre quando ela caiu no chão em função da agressão. O crime aconteceu na noite do último dia 14, no bairro Hilda Mandarino, e Costa permanece preso.

A denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho cita que naquela noite o agora réu danificou objetos da namorada dele, e a Polícia Militar foi acionada, fazendo com que ele fugisse.

A jovem foi atendida por uma policial militar feminina, que presenciou quando o namorado dela telefonou fazendo ameaças de morte contra a namorada. De acordo com a denúncia, enquanto a polical ainda colhia informações com a jovem, o namorado dela apareceu e a desacatou, mostrando o dedo do meio e fazendo xingamentos.

Soco

Em seguida, ele a surpreendeu, golpeando-a com um soco no rosto, de cima para baixo, fazendo com que caísse e batesse a cabeça no chão. Na queda a arma de fogo da policial também caiu.

Consta ainda na denúncia que Costa tentou pegar a arma da policial, a qual poderia usar para matá-la, e só não conseguiu por ter sido impedido pelo colega de farda que também atendia a ocorrência de violência doméstica.

Por ter resistido à abordagem, só foi possível algemá-lo com a chegada de viaturas de apoio. Ele foi colocado na viatura e quando era levado para o plantão policial, quebrou um dos vidros do carro, que pertence à Polícia Militar.

Ferimentos

A policial militar agredida foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. Consta na denúncia que ela precisou receber sutura na cabeça, teve lesões no cotovelo, na bochecha e nos lábios.

Para o Ministério Público, o réu agiu com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida enquanto prestava atendimento à namorada dele e não esperava tal ataque.

Além disso, o crime foi praticado contra policial militar no exercício de suas funções, que não foi morta devido à rápida intervenção de colegas de profissão, que impediram que Costa continuasse as agressões e pegasse a arma de fogo para matá-la.

Outros crimes

Costa também responderá pelo crime de desacato contra a policial militar, com pena que pode chegar a até 2 anos de detenção, e por dano ao patrimônio público, com pena de até 3 anos de detenção.

Ao aceitar a denúncia, o juiz da 1ª Vara Criminal, Roberto Soares Leite, explicou que com relação a possível crime de dano e ameaça praticados contra a namorada do réu, é preciso aguardar o fim do prazo para verificar eventual oferecimento de queixa-crime.

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