A Justiça concedeu a liberdade provisória ao homem de 38 anos que foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira (28), pela Polícia Civil de Birigui (SP), ao ser flagrado com um revólver. Ele é um dos sete investigados por suspeita de participação no assassinato do empresário Jonathan Felipe Martins Feltrin, 27, ocorrido no último dia 19, na casa dele, no bairro Jandaia.
A prisão foi pelo crime de posse irregular de arma de fogo e como não foi paga a fiança na fase policial estipulada em R$ 3 mil, ele passou a noite na prisão e a audiência de custódia aconteceu nesta sexta-feira (29). A defesa do investigado é feita pelo advogado Milton Walsinir de Lima.
Com ele foi apreendido um revólver, mas a arma não teria sido utilizada no crime. Ao conceder a liberdade provisória, o juiz da Vara de Plantão do Fórum de Araçatuba considerou que o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça a pessoa; o investigado possui domicílio fixo; e não ostenta antecedentes criminais.
“Ainda que condenado, poderá eventualmente obter benefícios que o livrarão do cárcere, mostrando-se suficientes as medidas cautelares diversas da prisão”, consta na decisão. Diante disso, o investigado não poderá mudar de endereço sem comunicação prévia à Justiça e nem sair da comarca de Birigui por mais de 5 dias, sem autorização judicial.
Preso
O investigado foi preso em operação coordenada pelo delegado do 1º Distrito Policial, Guilherme Melchior Valera, para cumprimento a seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, em endereços de sete pessoas investigadas por suspeita de envolvimento no homicídio.
O revólver calibre 32 foi encontrado sobre a laje da casa existente nos fundos da residência dele. A arma tem numeração aparente e, de acordo com a polícia, não teria ligação com o assassinato, que ocorreu no dia 19 deste mês.
Morto
Feltrin teria sido baleado na sala da casa dele e conseguido sair até à calçada da residência, onde foi socorrido. Os tiros teriam sido disparados por dois homens encapuzados que teriam fugido em um VW Gol prata.
A perícia recolheu projéteis de arma de fogo e outros elementos de interesse da investigação e informou que não foram encontrados sinais de arrombamento de portas ou janelas e aparentemente nada foi furtado ou roubado da casa.
