A Justiça de Araçatuba (SP) decretou a prisão preventiva do casal investigado por suspeita de tortura contra um menino de 2 anos de idade, que foi internado na Santa Casa da cidade em estado clínico considerado gravíssimo, com várias lesões, na manhã de segunda-feira (19).
A investigada, que é mãe do menino e tem 27 anos, e o companheiro dela, que tem 26 anos e é padrasto da criança, foram presos em flagrante pela Polícia Militar ainda na segunda-feira. As prisões foram convertidas em preventiva durante audiência de custódia na manhã desta terça-feira (20). Assim, eles devem permanecer presos por tempo indeterminado.
Conforme já divulgado, a criança foi levada ao pronto-socorro municipal pela mãe, que informou que o filho teria caído da cama. Porém, a vítima foi transferida para a Santa Casa devido à gravidade das lesões e encaminhada à UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde permanecia na tarde desta terça-feira.
Segundo o que foi informado à polícia, o menino sofreu traumatismo cranioencefálico gravíssimo com hemorragia cerebral, fratura occipital (no crânio), contusão pulmonar bilateral e múltiplos hematomas, lesões consideradas incompatíveis com a dinâmica de simples queda da cama.
Outros atendimentos
Após o atendimento na manhã de segunda-feira, a Assistência Social do pronto-socorro municipal encaminhou ofício ao Conselho Tutelar, comunicando que o menino havia passado pela unidade outras três vezes, desde agosto.
Em duas delas, a criança apresentava lesões e a mãe alegou que o filho havia caído da cama e do colchão. O primeiro atendimento aconteceu em 15 de agosto e o segundo, 19 de outubro.
Houve ainda um terceiro atendimento, em 8 de outubro, quando a criança apresentava edema no pênis, com relato de piora progressiva do quadro. O Conselho Tutelar informa que só foi comunicado desses atendimentos na segunda-feira.
Investigação
O caso é investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) inicialmente por homicídio tentado qualificado pelo motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima contra menor de 14 anos, e também pelo crime de tortura.
