Justiça

Leilão termina sem propostas para terreno com 2 torres na Duque de Caxias

Imóvel pertencia à massa falida do consórcio Andorfato e um novo leilão deverá ser agendado pela Justiça para arrecadar dinheiro para pagar os credores

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/05/23 às 17h17
Terreno com as duas torres fica na Duque de Caxias, duas quadras acima da Pompeu de Toledo (Foto: Reprodução)

Mesmo com a realização de um segundo pregão , não houve interessados em arrematar o terreno com duas torres em construção na rua Duque de Caxias, em Araçatuba (SP), pertencente à massa falida do consórcio Andorfato Assessoria Financeira Ltda.

O imóvel foi avaliado em R$ 6.456.175,58 e como não houve lances no primeiro pregão, que foi encerrado em 24 de abril, teve início o 2º pregão, com o valor mínimo para a venda sendo reduzido à metade, ou seja, pouco mais de R$ 3,2 milhões.

Os lances poderiam ser apresentados até a última segunda-feira (15), mas não houve nenhuma proposta. Assim, a Justiça deverá agendar um novo leilão, com o valor ainda a ser definido.

Imóvel

O imóvel colocado à venda foi alvo de questionamentos na Câmara no mesmo dia em que foi anunciado o leilão, por apresentar estado de abandono, segundo o que foi comentado na ocasião.

O terreno fica uma quadra acima da avenida Pompeu de Toledo e possui área de 1.805,50 metros quadrados. Nele há duas torres de 16 andares cada uma, com subsolo semienterrados e pavimento térreo.

Segundo o que foi divulgado, vistoria técnica apontou que as duas torres estão com sua fundação e superestrutura concluídas, mas apresentam alvenaria de fechamento inacabada.

A descrição cita que a edificação foi concebida para ser um empreendimento de médio-alto padrão, com elevadores de serviço e social e dois 2 apartamentos por andar. Cada apartamento possui sala com sacada, cozinha com lavanderia e dormitório de serviço, 2 dormitórios e uma suíte.

Massa falida

O consórcio pertencia ao ex-prefeito Domingos Martin Andorfato e ao irmão dele, João Martins Andorfato, e teve falência decretada pela Justiça em novembro de 1998, por insolvência (não ter como pagar o que deve).

A venda é importante porque o dinheiro que vier a ser arrecadado deverá ser depositado em uma conta judicial para pagamento dos credores, que aguardam há 25 anos.

Quando foi decretada a falência pela Justiça, o consórcio tinha uma dívida de R$ 43,2 milhões, segundo publicado na imprensa na época. O processo tramita na 1ª Vara Cível do Foro da Comarca de Araçatuba e o leilão foi autorizado pelo juiz Adeilson Ferreira Negri.

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