A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) divulgou nota informando a morte do empresário Isac Alexandre Gaspar Pinto, que passou mal no CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José do Rio Preto (SP) na manhã de sexta-feira (9).
Em agosto desde ano ele
foi julgado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba
e condenado a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio. Gaspar Pinto foi acusado de tentar matar uma comerciante que foi prensada com uma caminhonte dirigida por ele, na parede de um depósito de bebidas em Buritama, em agosto de 2018.
Como a Justiça não concedeu o direito de aguardar julgamento de recurso em liberdade, o empresário estava custodiado no CDP de Rio Preto e teria passado mal. Segundo a SAP, ele foi encaminhado ao HB (Hospital de Base) local às 7h20, e apesar do atendimento médico, morreu às 14h30.
“O corpo de Isac foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e uma Apuração Preliminar foi aberta pela unidade para analisar a causa da morte. Os familiares do preso foram comunicados do falecimento”,
informa a nota.
Julgamento
Gaspar Pinto foi denunciado por dupla tentativa de homicídio triplamente qualificado, por ter prensado uma comerciante na parede de um depósito de bebidas, crimes ocorridos em 24 de agosto de 2018.
A outra vítima é um cunhado dela, sócio-proprietário do estabelecimento, contra quem o réu também foi acusado de tentar atropelar. Porém, ele conseguiu se esquivar da caminhonete, que atingiu apenas a mulher.
O julgamento aconteceu em Araçatuba a pedido da defesa do réu, sob a justificativa de garantir a imparcialidade. Familiares dos dois lados acompanharam o Júri, que teve a presença do réu, que aguardava julgamento preso.
Teses
A defesa, feita pelo advogado Elber Carvalho de Souza, de Birigui, tentou convencer os jurados de que houve apenas o crime de lesão corporal grave contra a comerciante e, em caso de condenação, pediu o afastamento das qualificadoras.
Já o Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, manteve parcialmente a acusação da Promotoria de Justiça de Buritama, pedindo o afastamento da qualificadora de dificultar a defesa das duas vítimas e a de meio cruel, com relação ao cunhado da comerciante.
Os jurados acataram os pedidos do Ministério Público e a sentença foi proferida pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena. O empresário estava preso havia 2 anos e 8 meses quando foi julgado.