O Ministério Público do Estado de São Paulo quer coletar material genético de 8.750 presos condenados por crime sexual que cumprem pena em presídios paulistas até o final deste ano.
A ação faz parte de uma iniciativa do CAO Crim (Centro de Apoio Operacional Criminal) e foi divulgada em entrevista pelo promotor de Justiça Marcelo Sorrentino Neira.
Ele atua como assessor do órgão, mas até recentemente foi promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP de Araçatuba. A entrevista foi ao ar na edição do Estúdio MPSP, publicada na quarta-feira (6).
Na entrevista ele comenta o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro, enviado ao Congresso Nacional, que prevê a elaboração de "banco genético" de condenados.
De acordo com Neira, a proposta deve efetivar uma previsão legal que existe desde 2012 na Lei de Execução Penal, mas não está sendo cumprida a contento até agora.
De acordo com o promotor, pela lei, todo condenado por crime doloso praticado com violência contra a pessoa ou condenado por crime hediondo, obrigatoriamente deve ser submetido a identificação do perfil genético pela técnica do DNA.