Justiça

PM feminina reforça que agiu em legítima defesa ao atirar no companheiro

Ela participou da reconstituição do crime que foi realizada nesta sexta-feira a pedido da Promotoria de Justiça

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
14/04/23 às 17h02
Matheus Mendonça Rodrigues tinha 30 anos (Foto: Reprodução)

A policial militar feminina que atirou no companheiro durante discussão entre o casal em Araçatuba (SP), no início de fevereiro, confirmou durante reconstituição do caso, nesta sexta-feira (14), que agiu em legítima defesa. O procedimento foi realizado pela Polícia Civil a pedido da Promotoria de Justiça e acompanhado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que atua no Tribunal do Júri.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, durante os trabalhos, que terminaram por volta das 15h, a policial reproduziu o que havia relatado em depoimento, prestado logo após o companheiro dela, Matheus Mendonça Rodrigues, 30 anos, ter sido levado ao hospital para atendimento médico. Apesar do tratamento intensivo, ele teve a morte constatada na madrugada do dia seguinte.

Caso

O caso aconteceu na residência do casal, no bairro Jardim Pinheiros, na tarde de 6 de fevereiro. A policial relatou que houve uma discussão no quarto do filho do casal, onde foi agredida com socos e chutes.

Quando ele deixou o cômodo ela guardou a pistola .40 pertencente à corporação debaixo do travesseiro, por medo de que ele viesse a usá-la contra ela. Ainda de acordo com a policial, Rodrigues retornou ao quarto, voltou a agredi-la e teria tentado esganá-la, apertando o pescoço com as duas mãos.

Ela conseguiu empurrá-lo, pegou a arma que estava debaixo do travesseiro e atirou. Mesmo ferido o companheiro teria investido contra ela novamente, por isso efetuou novos disparos contra ele, que saiu andando e caiu na cozinha, onde permaneceu até ser socorrido.

Socorro

No boletim de ocorrência consta que a vítima foi encontrada ainda consciente e relatado que havia entrado em luta corporal com a companheira para tentar desarmá-la. A vítima apresentava ferimentos e passou por atendimento médico antes de ser apresentada no plantão policial.

Com a realização da reconstituição, a Polícia Civil aguarda a emissão dos laudos da perícia na residência do casal, onde foram recolhidos quatro estojos vazios, um projétil calibre .40 e três celulares, e do exame necroscópico para concluir o inquérito e relatá-lo à Justiça.

O entendimento inicial da polícia foi de que a policial militar se defendeu de agressão injusta provocada pelo companheiro quando efetuou os disparos. Foi ela quem acionou o socorro e aguardou no local.

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