O Tribunal do Júri de Birigui (SP) condenou o operador de máquinas Gilmar Pedro Rodrigues a 12 anos de prisão, pelo assassinato do autônomo Vagno Dias da Silva, 48 anos, crime ocorrido em 7 de março de 2020, na região central de Brejo Alegre.
O julgamento aconteceu nesta terça-feira (19) no Fórum de Birigui e os jurados absolveram Marcelo Hiroshi Kanetomi, denunciado por acusação de ter emprestado o revólver utilizado no homicídio.
O caso chamou a atenção porque o autor crime só foi identificado pela Polícia Civil três anos depois do assassinato, já que a vítima foi encontrada ferida por cinco disparos de arma de fogo e não houve testemunhas.
Vagno foi surpreendido quando chegava em casa na, rua Oito de Julho, caminhando, por volta de 1h de 7 de março de 2020. Vizinhos ouviram o barulho, o encontraram ferido e acionaram o socorro, porém, ele teria dado entrada na Santa Casa de Birigui já sem vida.
Brigas
Durante inquérito instaurado pela Delegacia de Brejo Alegre, a Polícia Civil ouviu diversas pessoas com quem a vítima havia se desentendido dias antes e interrogou outras que estiveram com ela na noite do crime, mas não obteve informações que levassem ao autor do assassinato.
O inquérito chegou a ser arquivado, mas em março de 2023 a polícia recebeu denúncia anônima informando que Gilmar seria o autor do crime, pois ele mesmo ele teria confidenciado o assassinato a conhecidos na cidade.
Intimado a prestar declarações, o operador de máquinas assumiu a autoria do crime e alegou ter tido diversos desentendimentos anteriores com Vagno. E o motivo do assassinato teria sido uma briga ocorrida um mês antes, em um bar da cidade.
Denúncia
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público consta que quando Gilmar ia pagar uma pessoa para a qual havia perdido uma partida de bilhar, Vagno teria segurado a carteira dele e puxado o dinheiro, quando vindo quase a rasgá-lo.
A atitude motivou uma discussão entre os dois, Vagno deixou o local e retornou em seguida, armado com uma faca, mas foi desarmado por outras pessoas que estavam pelo local.
Morte
Devido a esse desentendimento, o réu teria pedido um revólver calibre 38 emprestado a Marcelo e passado a andar com a arma. Ao saber que naquela madrugada Vagno estava em uma lanchonete, Gilmar permaneceu próximo do estabelecimento, aguardando em uma bicicleta.
Quando Vagno apareceu, embriagado, o réu se aproximou e atirou contra o peito dele. Houve um segundo disparo, que derrubou a vítima, que recebeu mais quatro tiros quando estava caída.
