Justiça

Réu é condenado a 20 anos de prisão por assassinato no campo do Guanabara

Jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público e o réu não poderá recorrer em liberdade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/07/23 às 18h38

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou Caio César Pereira Menezes, 25 anos, a 20 anos, 1 mês e 24 dias de prisão pelo assassinato de Tales Tairone Santana Zacarone, 20. O crime aconteceu na tarde de 27 de novembro de 2021, no campo de futebol do bairro Guanabara, e o julgamento foi nesta quarta-feira (26), no Fórum de Justiça da cidade.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu seria traficante de drogas, usaria o campo na rua Alfredo Emiliano de Araújo para comercializar entorpecentes e proibia as pessoas de frequentarem o local sem autorização.

Na tarde daquele sábado ele teria visto a vítima jogando bola no campo com um amigo, se aproximado por trás, vindo de uma mata, a agarrado pelos cabelos e feito o primeiro disparo na cabeça.

Mesmo ferido, Zacarone teria corrido, mas foram feitos outros disparos que o atingiram nas costas, causando a morte. O autor fugiu levando consigo a arma utilizada no crime, mas foi preso dois dias depois.

Negou

Ouvido em juízo, ele negou ter assassinado a vítima, apesar de ter admitido que esteve no campo no dia do assassinato. Menezes alegou que estava acompanhado de amigos quando ouviu um disparo de arma de fogo e saiu correndo para a casa dele.

Porém, durante o processo várias testemunhas foram ouvidas pela Justiça, inclusive uma que estaria no campo e o reconheceu, por meio de foto, como sendo o autor dos disparos que mataram a vítima.

Condenado

Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento, que teve início às 9h, o promotor de Justiça Adelmo Pinho defendeu a condenação nos termos da denúncia.

O réu, que aguardava julgamento preso, teve a defesa feita pelo advogado José Márcio Mantello, que pediu a absolvição por negativa de autoria e o afastamento das qualificadoras em caso de condenação.

Os jurados condenaram o réu de acordo com a denúncia e o juiz Danilo Brait, que presidiu o julgamento, determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena. A Promotoria de Justiça já adiantou que não pretende recorrer da decisão.

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