Diogo Henrique Antônio, também conhecido como “Uiti”, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) a 7 anos de prisão pelo assassinato do vendedor Alex Junio Lourenço Humbinger, 22 anos, crime ocorrido em 2016.
O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (21), sem a presença do réu, que não compareceu ao Fórum e não terá o direito de recorrer em liberdade. O mandado de prisão preventiva foi expedido e ele é considerado foragido da Justiça.
Uiti foi denunciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi morta com pelo menos três tiros nas costas. Ele alegou legítima defesa e aguardava julgamento em liberdade.
Qualificadoras
O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que em plenário pediu para afastar as qualificadoras. A defesa, feita pelo advogado Marco Antônio Serelepe Ferreira, pediu a absolvição e, em caso de condenação, também o afastamento das qualificadoras.
Os jurados negaram a absolvição, mas atenderam os pedidos da defesa e acusação e afastaram as qualificadoras, resultando na condenação por homicídio simples. O julgamento foi presidido pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena.
Levando em consideração que o réu é reincidente e não compareceu ao Júri, a Promotoria de Justiça representou pela decretação da prisão e foi atendida. O mandado de prisão foi expedido e Uiti é considerado foragido.
Crime
Segundo a denúncia, e Humbinger e Uiti se conheciam e tiveram um desentendimento no início da tarde de 17 de janeiro de 2016. Durante a discussão, o réu teria feito ameaças de morte e a vítima deixou o local.
Porém, já no período da noite, quando passava de bicicleta na frente da casa de Uiti, o vendedor foi alvo de uma emboscada. O réu teria atirado cinco vezes contra ele, que foi atingido nas costas por três disparos.
A vítima foi encontrada caída a três quarteirões da casa dela, no canteiro central da avenida Pedro Janser, na frente do alojamento de trabalhadores de uma empresa de construção civil. Apesar de ter sido socorrido por equipe do Corpo de Bombeiros, o vendedor não sobreviveu.
O autor dos disparos teria tido a ajuda de um tio para fugir do local levando a arma do crime. Esse tio também foi denunciado pelo Ministério Público, mas a Justiça entendeu que não havia provas da participação dele.
