Opinião

Balança comercial regional

Resultados trazem boas perspectivas para a economia regional, em especial, em uma conjuntura de taxa de câmbio desvalorizada

Marco Aurélio Barbosa de Souza*
26/10/19 às 15h47

Entre as estatísticas econômicas disponíveis para acompanhar a dinâmica da economia local e regional, destaca-se a balança comercial. A balança comercial é formada pelo fluxo de exportações e importações. Quando as exportações superam as importações o resultado é chamado de superávit comercial, o inverso de déficit comercial. As estatísticas são produzidas e disponibilizadas pelo Ministério da Economia.

A base de dados do ministério é interessante em decorrência do nível de desagregação dos dados, da periodicidade em que são disponibilizados e da riqueza de seus detalhes.

Em relação a desagregação é possível avaliar todos os municípios brasileiros. Já a periodicidade, os resultados são apresentados mensalmente permitindo a construção de séries históricas com comparativos mensais e anuais. Com relação ao tipo de informação disponibilizada, destacam-se aspectos que possibilitam a análise da estrutura produtiva local de comércio exterior cujos exemplos são: número de empresas exportadoras e importadoras, principais produtos exportados e importados, principais países compradores e fornecedores, posição do município em relação ao Estado e ao país, etc.

Nesse contexto, avaliando o resultado da balança comercial de algumas cidades da região de Araçatuba, entre janeiro e setembro de 2019, constatou-se resultado positivo (Araçatuba, Andradina, Birigui, Guararapes e Penápolis).

As exportações cresceram 43,55% no comparativo passando de US$ 261.437.098 entre janeiro e setembro de 2018 para US$ 375.300.000 no mesmo período deste ano, enquanto as importações reduziram 17,05%, de US$ 52.188.193 para US$ 43.290.000. Dessa forma, o saldo comercial aumentou de US$ 209.248.045 para US$ 332.010.000, crescimento de 58,67% no período analisado. Foram 91 empresas exportadoras e 80 empresas importadoras que realizaram intercâmbio com o exterior.

Os resultados trazem boas perspectivas para a economia regional, em especial, em uma conjuntura de taxa de câmbio desvalorizada. Entretanto, os desafios estão relacionados as turbulências do cenário internacional e a necessidade de ampliação da base exportadora local, com a entrada de novas empresas no mercado externo.

(Foto: Arquivo pessoal)

 

*Marco Aurélio Barbosa de Souza é economista e administrador, mestre em economia pela Unesp de Araraquara e pesquisador da área de economia local/regional.

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