Trabalho
Na sessão de ontem, Fermino e Barone usaram a tribuna para comentar o episódio anterior. Fermino disse que não teve oportunidade de estudar, como Barone teve, porque tinha que trabalhar para ajudar no sustento da família.
“Eu não tenho escola, mas trabalhei muito, presidente, com seu avô, o senhor Brito. Seu pai também não tem um bom estudo, porque trabalhou muito, só que demos oportunidade para vocês (filhos) estudarem”, disse, ressaltando que ficou ofendido com a fala.
Também disse que as supostas ofensas foram feitas para Barone como vereador, pois ele estava na tribuna e havia passado a presidência para o (Luiz Roberto) Ferrari (DEM).
Privilegiado
Barone afirmou que não atacou ninguém. “Apenas evidenciei um fato que desagradou uma pessoa”. Lamentou o ocorrido e disse que não quer que a cena se repita.
“Não ataquei quem não tem uma formação como a minha, realmente eu sou uma pessoa privilegiada. Meu pai tem o fundamental incompleto; é a pessoa mais inteligente que eu conheço, eu acredito, e se fosse vereador precisaria ter uma pessoa gabaritada para fazer também o serviço dele, digitar projetos, procurar leis e protocolar. Isso acontece com alguns vereadores e até comigo”, disse.
Segundo
Esse é o segundo pedido de apuração de quebra de decoro parlamentar contra Fermino neste ano. No dia 12 de março, o munícipe Davi Antonio de Souza protocolou denúncia na Câmara pedindo a cassação do vereador afirmando que Fermino utilizava o Legislativo para “perpetrar sua fraude contra os cofres públicos e contra particulares”.
O pedido de instauração de uma comissão processante foi rejeitado por 13 votos contrários e um favorável.
