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Fenômeno celeste: chuva de meteoros Orionídeas poderá ser observada em todo o Brasil nesta semana

Fenômeno atinge o pico de visibilidade entre os dias 21 e 23 de outubro e poderá ser observado de todas as regiões do Brasil, com até 20 meteoros por hora sob céu limpo e escuro.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
21/10/25 às 14h05
Foto: Divulgação

O céu brasileiro será iluminado por um espetáculo natural nas próximas madrugadas. A chuva de meteoros Orionídeas, originada pelos detritos do cometa Halley, terá seu pico de visibilidade entre as noites de terça (21) e quinta-feira (23), podendo ser observada em todas as regiões do país.

De acordo com o Observatório Nacional (ON), o melhor horário para acompanhar o fenômeno é entre meia-noite e o amanhecer, período em que o radiante da constelação de Órion, ponto de onde os meteoros parecem surgir, estará mais visível. A constelação é facilmente reconhecida no céu por suas três estrelas alinhadas, conhecidas popularmente como Três Marias.

O fenômeno, composto por meteoros extremamente rápidos e luminosos, promete um espetáculo especial neste ano, já que o pico de observação ocorre próximo à Lua Nova, deixando o céu mais escuro e favorecendo a visualização. Em condições ideais, será possível observar entre 15 e 20 meteoros por hora.

A recomendação para quem deseja acompanhar o evento é procurar locais abertos e com pouca poluição luminosa, afastados de centros urbanos. Em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam à baixa luminosidade, permitindo uma observação mais nítida do fenômeno.

As Orionídeas são formadas por partículas deixadas pelo cometa Halley, que passa pela Terra a cada 75 anos. Quando esses fragmentos entram em alta velocidade na atmosfera terrestre, sofrem aquecimento e se incendeiam, criando rastros brilhantes no céu. Esses meteoros podem alcançar velocidades de até 66 quilômetros por segundo e, em alguns casos, formar bolas de fogo visíveis por vários segundos.

Além de um espetáculo visual, o fenômeno também tem relevância científica. O monitoramento das chuvas de meteoros ajuda a identificar períodos de maior atividade de detritos espaciais, contribuindo para a proteção de satélites e sondas. Pesquisas também utilizam esses eventos para estudar a formação e composição dos cometas, oferecendo pistas sobre a origem do Sistema Solar.

A última passagem do cometa Halley foi registrada em 1986, e a próxima está prevista para 2061. Enquanto isso, os detritos deixados por sua trajetória continuam a proporcionar um dos espetáculos mais esperados do calendário astronômico mundial.

 

Com informações de Agência Brasil.

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