O rádio, que há mais de um século informa e entretém o país, segue firme no coração dos brasileiros. De acordo com o estudo Inside Audio 2025, da Kantar IBOPE Media, 79% da população ainda ouve rádio, dedicando em média 3 horas e 47 minutos por dia ao som das ondas AM e FM, uma prova de que o formato se adapta, mas não desaparece.
O levantamento também mostra que 92% dos brasileiros consomem algum tipo de conteúdo em áudio, seja por rádio, streaming, podcasts ou outras plataformas digitais.
O som que se reinventa
A chegada da internet não silenciou o rádio. Pelo contrário, ampliou suas formas de chegar ao público. Hoje, além das transmissões tradicionais, o conteúdo radiofônico está presente em plataformas digitais, no YouTube, em podcasts e até em assistentes virtuais como a Alexa.
Segundo os dados da Kantar, 70% dos ouvintes ainda preferem o rádio convencional (AM/FM), 33% acompanham transmissões no YouTube, 16% usam serviços sob demanda e 13% acessam aplicativos das próprias emissoras. A soma ultrapassa 100% porque muitos brasileiros utilizam mais de um meio para se conectar com suas rádios favoritas.
Em Mato Grosso do Sul, dados da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) indicam que o alcance do rádio chega a cerca de 79,4% da população nas principais praças do estado, mantendo a relevância do meio também em cidades do interior, como Três Lagoas.
O poder do áudio e da atenção
Mais do que uma fonte de entretenimento, o rádio mantém seu peso econômico. O meio movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade no Brasil e figura entre os maiores empregadores da comunicação nacional.
Outro dado que impressiona é o fato de 43% dos ouvintes afirmarem que já compraram ou pesquisara algum produto após ouvir uma propaganda no rádio, sinal de que os jingles e chamadas comerciais continuam tendo impacto direto no consumo.
Em escala global, o mercado radiofônico movimenta aproximadamente US$ 49,4 bilhões e deve alcançar US$ 65,6 bilhões até 2035, segundo levantamento da Market Research Future.
O futuro sintonizado
Com novas linguagens, formatos híbridos e maior interação com o público, o rádio mostra que evoluir não significa perder identidade. A combinação entre tradição e tecnologia mantém o meio relevante e próximo das pessoas, seja no carro, no celular ou em casa.
No Brasil e no mundo, a escuta segue viva, provando que o rádio não acabou. Ele apenas ganhou novas frequências para continuar contando histórias, informando e conectando pessoas.
Com informações de The News.
