Será julgado através do júri popular na próxima quarta-feira (12), o fazendeiro Ercílio Priviatelli acusado de matar o vizinho administrador José Cícero.
O julgamento acontece no plenário do júri no Fórum de Três Lagoas.
O crime ocorreu durante a madrugada do dia 11 de julho de 2007, entre Três Lagoas e Brasilândia.
De acordo com o Ministério Público, Ercílio cometeu o crime após desconfiar que sua esposa estivesse tendo um relacionamento com a vítima.
1º JULGAMENTO
Durante o primeiro julgamento ocorrido dia 28 de abril de 2016, o filho do acusado confessou a participação em tocaias para tentar matar a vítima, e teria fornecido uma arma de fogo para o pai.
Contudo, o administrador não passou pelo local durante aquela tarde.
O júri condenou na época, Ercílio à pena de 14 anos de prisão, com direito de recorrer da decisão em liberdade, por homicídio qualificado e motivo fútil.
Pelo crime de fraude processual qualificada, conforme a sentença, o acusado acabou condenado à pena de seis meses de prisão. Devido ao longo período de tempo transcorrido, a pena foi declarada extinta pela prescrição.
ADIADO
O acusado de assassinar o vizinho José Cicero, iria a júri popular no dia 27 de março do ano passado, mas a defesa interpôs um recurso no Superior Tribunal de Justiça.
O CRIME
A vítima seguia de caminhonete para a sua casa na fazenda, quando foi surpreendido por Ercílio, que efetuou um disparo de arma de fogo contra seu peito, e depois ateou fogo no veículo no intuito de simular um acidente.
O caso na época foi registrado como morte por acidente com carbonização da vítima.
Após trabalho conclusivo da perícia foi descoberto à fraude. A Polícia Civil durante a exumação do cadáver descobriu a presença de sinais de marca de tiros e localizou um projétil de arma de fogo.
Segundo a perícia, óculos com sangue da vítima, e material genético do acusado encontrado próximo ao veículo foram decisivos para demonstrar a presença do fazendeiro no local e reforçar a tese da autoria do crime.