No material divulgado pelo Ministério da Justiça, Juanil e "Zezinho" são indicados, ainda, como suspeitos da execução de Orlando da Silva Fernandes, o “Bomba”, em outubro de 2018.
“Bomba”, de 41 anos, é identificado como ex-segurança do traficante Jorge Rafaat Toumani, que por sua vez foi executado com armamento de guerra, em 2016, em Ponta Porã, cidade separada por apenas uma rua de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Outro personagem com origem em Mato Grosso do Sul no “procura-se” do Ministério da Justiça é Leomar Oliveira Barbosa, 56 anos, apelidado de “Leozinho” e também de “Playboy”.
Nascido em Ponta Porã, ele é definido como “membro da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, possui conexão com as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e foi braço direito de Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar”. A facção é CV (Comando Vermelho).
Segundo o Ministério, "Leozinho" foi acusado de ser um dos operadores da Conexão Atibaia, como um dos responsáveis pela logística de operações para envio de cocaína do Paraguai a um aeroclube em Atibaia (SP).
Leomar Barbosa foi solto indevidamente do Presídio Estadual de Formosa (GO) em 2018, após cumprimento de alvará da Justiça Federal em Goiás. Ele tinha duas condenações a cumprir e portando não poderia ganhar a liberdade.
Máfia do cigarro – Quarto nome sul-mato-grossense na relação lançada hoje, o ex-policial militar do Mato Grosso do Sul Fabio Costa, chamado de “Pingo” ou “Japonês”, é suspeito de corromper agentes públicos para assegurar a passagem de cargas de cigarro contrabandeado pelas estradas.
“Foi preso em 2011 pela Polícia Federal na Operação Marco 334, deflagrada para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarro”, diz seu perfil feito pelo órgão federal. É suspeito ainda de participação de ataque à casa de inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Dourados, em 2017, após apreensão de carga de cigarros contrabandeados avaliada em R$ 14 milhões.
Além desses nomes, há outros de pessoas que não são de Mato Grosso do Sul, mas tem ligação com o crime organizado feito através dos países fronteiriços, como o Paraguai e a Bolívia e que, portanto, podem estar nestas regiões.
Entenda - A lista, que será permanente, traz segundo o Ministério o nome de pessoas acusadas de crimes graves e violentos, com mandados de prisão em aberto e que são ligadas a organizações criminosas.
Disponível no site do ministério, a listagem será atualizada mensalmente.
O levantamento foi feito com base em informações obtidas com as áreas de segurança estaduais e a partir de 11 critérios objetivos, como posição de liderança em organização criminosa, capacidade financeira para investir em atividades criminosas, atuação interestadual e internacional, entre outras.
Ao anunciar a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a lista é importante para facilitar as prisões dos criminosos para que possam cumprir as penas e enfraquecer a atuação dos crimisosos.
Com informações/ Campograndenews
