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Polícia não descarta que ex-funcionário tenha sabotado cerveja Belorizontina

Após ser demitido da Backer em dezembro, homem tinha ameaçado supervisor e alegou, aos gritos, que "não tinha nada a perder"

Aurora Villalba - Hojemais/ Três Lagoas 
18/01/20 às 09h00
A fábrica da Backer está interditada desde sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tomou a medida cautelar diante de “risco iminente à saúde pública".

A Polícia Civil informou, no início desta semana, que trabalha com a possibilidade de um ex-funcionário da Backer, que já tem desavenças com a empresa, ter sabotado as linhas de produção L1 e L2 do lote 1348 da cerveja Belorizontina.

Há um boletim de ocorrência registrado pela companhia contra essa pessoa.

A Backer é a principal linha de investigação da Polícia Civil na apuração dos casos da doença causadora da síndrome nefroneural. A enfermidade já acomete ao menos nove pessoas em Minas Gerais e também resultou na morte de Paschoal Demartini Filho, de 55 anos. 

Isso porque a própria polícia encontrou a substância química dietilenoglicol em garrafas do rótulo Belorizontina. O laudo foi obtido depois que a corporação realizou uma operação na sede da Backer, localizada no Bairro Olhos D'Água, na última quarta.

Sobre o boletim de ocorrência referente à ameaça sofrida pelo funcionário da Backer, a PC informou que o conteúdo não será divulgado para não atrapalhar as investigações. Conforme o delegado, a vítima da ameaça registrou a ocorrência, mas não fez uma representação (o prazo para fazê-la é de seis meses) - processo necessário para levar a investigação adiante.

Mulher

O último registro de paciente internado ocorreu em Viçosa, na região da Zona da Mata. A prefeitura da cidade informou que uma mulher, que não teve a idade revelada, deu entrada no Hospital Municipal São João Batista nessa quinta-feira (9), “com quadro clínico de doença renal e que a mesma afirma ter consumido cerveja Belorizontina”. A Secretaria de Estado de Saúde informou que ainda não foi notificada sobre o caso pela administração municipal de Viçosa. 

A suspeita é de que a substância tóxica dietilenoglicol tenha causado o problema nos pacientes. O composto foi encontrado no sangue de três dos 11 pacientes e também em amostras de dois lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer.

A fábrica da Backer está interditada desde sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tomou a medida cautelar diante de “risco iminente à saúde pública".

Com informações/ Correio Brasiliense

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