O SAMU do municipio de Três Lagas (MS) recebeu em 2019, 3.509 trotes de ligações telefônicas. Isso mesmo que você leu.
Mais de 3 mil ligações de péssimo gosto contendo informações falsas a um serviço tão importante e que sala vidas. Os números foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas e coodenação do MS que seguem à risca os protocolos do Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Atenção às Urgências.
Por conta da grande experiência do pessoal do TARM – Técnico Auxiliar de Regulação Médica, desse total de trotes, apenas 10 foram consumados em 2019. Isso quer dizer que houve, por 10 vezes, deslocamento em vão da viatura e toda uma equipe de atendimento a urgências.
Em apenas 07 dias do ano de 2020, o SAMU já recebeu 52 trotes telefônicos. Nenhum deles foi consumado, evitando assim deslocamentos em vão, que muito prejudicam a qualidade do atendimento à população.
O profissional TARM da equipe do SAMU é o que atende à chamada telefônica do número 192 e que presta as primeiras orientações à pessoa que telefonou.
O SAMU 192 de Três Lagoas é um serviço de atendimento gratuito à população, que funciona 24 horas, por meio de serviços de prestação de orientações e envio de ambulâncias, tripuladas por equipes de profissionais devidamente capacitados, que são acionadas por uma Central de Regulação das Urgências. São equipes constituídas por médicos, enfermeiros e enfermeiras, técnicos e técnicas de enfermagem e condutores socorristas.
As equipes também contam com a atuação de outro profissional, o “Rádio Operador”, responsável pelo deslocamento das viaturas. É ele que orienta os condutores socorristas para chegarem até à vítima, escolhendo o melhor e o mais rápido trajeto. “Por isso, é muito importante fornecer informações precisas do endereço onde está a vítima, incluindo pontos de referência”, completou Tiago.
Por isso, como tem orientado o coordenador do SAMU, enfermeiro Tiago Gioli Sertorio, as pessoas que ligam para o número 192, via telefone celular ou telefone fixo particular ou público, precisam, nessa hora, “ter conhecimento da responsabilidade que assumem para nos ajudar a melhorarmos sempre mais a qualidade dos atendimentos aos pedidos de socorro”, disse.