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Câmara elege primeira mulher trans como presidente dos Direitos da Mulher

Deputada Erika Hilton recebeu 11 votos e assume o colegiado responsável por discutir políticas públicas voltadas às mulheres.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
12/03/26 às 07h38
Foto: Reprodução/Lula Marques/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados do Brasil elegeu a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em 2026. De acordo com a  Agência Brasil, a parlamentar recebeu 11 votos favoráveis e 10 votos em branco durante a eleição realizada nesta semana.

Com a escolha, Erika Hilton se torna a primeira mulher trans a presidir o colegiado, responsável por discutir políticas públicas e acompanhar iniciativas relacionadas à proteção e aos direitos das mulheres no país. Ela assume o posto anteriormente ocupado pela deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).

Prioridades da nova gestão

Entre os temas apontados como prioridades para este ano estão o fortalecimento da rede de proteção às mulheres, o enfrentamento da violência política de gênero e a ampliação de políticas de saúde voltadas ao público feminino.

A nova presidência também pretende acompanhar o funcionamento de programas federais, como as Casas da Mulher Brasileira, além de promover debates sobre políticas públicas voltadas à segurança e à autonomia das mulheres.

Eleição gera debate entre parlamentares

A eleição ocorreu em meio a discussões entre parlamentares da base governista e da oposição. Deputadas contrárias à escolha manifestaram críticas à presidência do colegiado, defendendo que a comissão deveria ser comandada por uma mulher cisgênero.

Entre as vozes de oposição estiveram as deputadas Chris Tonietto (PL-RJ) e Clarissa Tércio (PP-PE), que criticaram a decisão tomada pelo colegiado.

Defesa da pluralidade na comissão

Outras parlamentares destacaram a importância de manter o foco nas políticas públicas para mulheres e no diálogo entre diferentes posições dentro da comissão.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), eleita primeira vice-presidente, afirmou que o trabalho do grupo deve priorizar a garantia de direitos e a melhoria das condições de vida das mulheres brasileiras.

Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu a legitimidade da eleição e afirmou que a comissão deve atuar como espaço de defesa da igualdade e da proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

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