O Tribunal do Júri de Três Lagoas condenou na última quarta-feira, 28, Vitor Hugo Guedes Cevada Juvenário e Luíz Manoel dos Santos Lauris a 13 anos de reclusão cada um, pelo assassinato do jovem Nelson Yuri Correia de Oliveira que na época do crime tinha 17 anos. Juntos, a dupla também terá que pagar 20 dias de multa considerando cada dia-multa como em 1/30 (um trinta avos) do salário mínimo vigente à época dos fatos.
Consta nos autos nº 0005545-51.2018.8.12.0021, que dia 30 julho de 2018, na Rua José da Silva, no Bairro Vila Haro, em Três Lagoas, a dupla por motivo fútil, matou Oliveira e enterrou o seu corpo no quintal da residência, inclusive, cobrindo o local com cimento.
A materialidade delitiva do crime ficou provada pelo laudo de exame de corpo de delito que indicou que a vítima foi morta em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por objeto contuso.
De acordo com a denúncia do MP (Ministério Público) neste caso há, também, indícios suficientes de que os acusados cometeram um crime doloso contra a vida, pois há nos autos provas que apontam que a vítima foi espancada pelos acusados e que as lesões causadas é que levará-a à morte.
Tendo em vista a gravidade do crime, praticado com violência, pois a vítima foi espancada até morrer, e as atitudes tomadas pelos acusados para se livrarem de qualquer responsabilidade criminal, como ocultar o cadáver e queimar objetos utilizados para a prática do crime, não se faculta o recurso em liberdade.
INVESTIGAÇÃO DO CRIME
Em decorrência de uma apreensão anterior, Luíz Manoel foi até a Delegacia de Polícia para buscar um objeto apreendido no mesmo momento em que a família da vítima estava no local registrando, à época, um boletim de ocorrência de desaparecimento de Oliveira.
Naquela ocasião, o delegado responsável pela Delegacia de Polícia naquele dia, tomou conhecimento através da família da vítima conhecida Luíz Manoel e que ele poderia ter informações sobre o seu paradeiro. Em decorrência disso, o delegado Roberto Oliveira Guimarães passou a interrogar o réu, que, após várias contradições, confessou o crime e indicou o local em que o corpo da vítima foi enterrado.
MOTIVAÇÃO
Conforme os depoimentos das testemunhas, o MP verificou que o crime aconteceu em decorrência de uma desavença que Luís Manoel tinha com Oliveira porque a vítima já teve um curto relacionamento com sua namorada. A namorada do réu prestou depoimento em audiência de instrução e julgamento e confirmou que durante período em que esteve separada de Luiz Manoel chegou a ter uma curta relação com Nelson e que o réu não aprovou tal situação.
