A doação de órgãos, córneas e tecidos pode transformar a vida de pessoas que aguardam por um transplante. Para que a doação seja realizada, porém, a autorização da família é indispensável . Por isso, o Ministério da Saúde promove a campanha “Já decidiu ser doador(a)? Conte isso para quem você ama” , que incentiva as pessoas a conversarem com seus familiares sobre essa decisão.
A iniciativa destaca que uma única doação pode salvar até sete vidas .
Com a autorização familiar, adultos e crianças podem ser doadores. Quando o transplante é destinado a uma criança ou adolescente, os pais ou responsáveis legais também precisam autorizar o procedimento.
O Sistema Único de Saúde (SUS) garante todas as etapas do tratamento, incluindo os exames preparatórios, a cirurgia, o acompanhamento médico e os medicamentos necessários durante o período após o transplante.
Como funciona a doação de órgãos
O processo tem início com a confirmação da morte encefálica . Depois disso, a família é consultada e, mediante autorização, órgãos e tecidos podem ser destinados a pacientes que estão na fila de transplantes.
Entre os órgãos que podem ser destinados estão coração, rim, pulmão e fígado .
A doação é um ato voluntário e gratuito e segue critérios técnicos e éticos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) .
O tempo de espera por um órgão não é igual para todos os pacientes. Ele varia conforme as condições clínicas de cada pessoa e a compatibilidade com os potenciais doadores disponíveis.
Rede nacional amplia transplantes
O Brasil conta atualmente com 826 serviços habilitados para realizar procedimentos relacionados aos transplantes.
Em 2025, o país alcançou um recorde, com 31.745 cirurgias de transplantes , número 29% superior ao registrado em 2022, quando foram realizados 25.641 transplantes.
O crescimento é atribuído à ampliação e à qualificação do Sistema Nacional de Transplantes .
Entre as ações está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT) , que capacita profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, realizar o diagnóstico de morte encefálica, conduzir entrevistas com familiares de maneira acolhedora e aprimorar as diferentes etapas do processo de doação.
Para ampliar a segurança dos procedimentos, a rede nacional de transplantes possui 1.722 equipes especializadas .
As ações reforçam o compromisso do SUS com a ampliação do acesso aos transplantes e com a melhoria contínua da qualidade da assistência prestada aos pacientes.
Transporte de órgãos ganha reforço
A logística também é fundamental para que os órgãos sejam transportados dentro do período adequado para cada procedimento.
Por meio de parcerias com companhias aéreas e do apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) , foram realizados 4.808 voos para transporte de órgãos em 2025 .
O número representa um crescimento de 22% em relação a 2022 .
A estrutura permite acelerar o deslocamento de órgãos entre diferentes estados e ampliar as possibilidades de transplante dentro do tempo adequado para cada órgão.
