A leishmaniose é uma zoonose que afeta a saúde tanto dos humanos quanto de cachorros e gatos, é causada por um parasita transmitido por mosquitos, o que a torna um problema endêmico na região. Apesar de séria e sem cura, engana-se quem pensa que a única solução é sacrificar o bichinho que testar positivo.
Atualmente, há disponível o tratamento para a doença com uma gama de remédios que podem melhorar a qualidade de vida dos bichanos. A Dra. Lara Honório, a médica veterinária da loja VIRA LATA – O Shopping do seu pet, explica ao Portal Hojemais como funciona esse tratamento e desmistifica algumas informações sobre a enfermidade.
Não há sintomas característicos específicos, e sim os mais comuns que são associados aos casos de leishmaniose, entre eles a apatia, a anorexia e anemias. Além disso, sinais como a onicogrifose, o aumento significativo no tamanho das unhas, e complicações oculares, como a uveíte. O surgimento de feridas nas pontas das orelhas e no focinho também demanda atenção
“No entanto, não é por haver um dos sinais que o pet está infectado. Unhas um pouco maiores podem indicar apenas que não estão sendo gastas, alguns casos nem chegam a demonstrar sintomas clínicos da doença.” – aponta.
O diagnóstico para leishmaniose é dado de acordo com resultados de testes e exames veterinários, o convencional é o sorologia pela técnica de imunofluorescência indireta (RIFI), capaz de identificar o parasita causador da doença.
“Esse exame pode apresentar um falso-positivo, por conta de outros parasitas da mesma família. O primeiro resultado positivo deve ser seguido de outros exames para comprovar a existência da doença ou não” – esclarece a profissional.
Segundo a veterinária, a primeira reação é de choque e pensar em realizar a eutanásia, mas é preciso ter calma para chegar em uma resposta definitiva e analisar como será o tratamento.
Já existe um medicamento específico que pode controlar, e até mesmo diminuir, o número de parasitas no organismo do cachorro, com a recomendação de um médico veterinário. Esse remédio auxilia também na redução de sintomas mais fortes e agrega qualidade de vida para os amiguinhos.
“Após a medicação, o pet precisa de acompanhamentos constantes para regular os sintomas e ter a leishmaniose sobre controle. Trata-se de um tratamento para a vida” – ressalta.
Leishmaniose é contagiosa?
MITO.
A leishmaniose não é uma doença contagiosa e não é transmitida pelo contato do pet com humano, nem de humano com humano.
“Como ela é transmitida somente pela picada do mosquito fêmea, não se pega pelo toque, contato ou carinho com o bichano, ao contrário do que muitos pensam” – afirma.
Já realizou o check up veterinário do seu pet esse ano? Se ainda não, no VIRA LATA - O shopping do seu pet realiza todos os exames necessários para cuidar da saúde dos bichanos.
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