Será realizado na próxima quarta-feira (24), o julgamento de Laire Antônio Neves Feltrin, denunciado pelo Ministério Público de Araçatuba (SP) por homicídio duplamente qualificado pelo assassinato do casal Egídio Ribeiro, 56 anos, e Clarice Miranda Ribeiro, 55.
O crime ocorreu em 5 de outubro de 2014, no bairro Jussara, e o réu é acusado de ter feito os disparos que mataram as vítimas. Outros dois réus já foram condenados pelo mesmo crime em 2017, em julgamento que durou mais de 25 horas.
O réu que vai a julgamento na quarta-feira foi o único que recorreu da sentença de pronúncia, por isso não foi julgado com os demais. Porém, desde março de 2019 o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) confirmou que ele deveria ir a Júri Popular.
O julgamento chegou a ser marcado para 27 de novembro daquele ano, mas foi adiado e, devido à pandemia, só agora foi possível agendá-lo.
Duplo homicídio
Segundo o que foi apurado pela investigação, o alvo do atirador era um filho do casal, na época com 29 anos de idade. Segundo a denúncia, ele manteve relacionamento amoroso com a filha de Carlinhos Roxo e após o rompimento, teria passado a importuná-la.
Tal atitude teria irritado o ex-sogro, que decidiu matá-lo. Para isso, ele teria convidado a dupla para cometer o assassinato. Brito teria levado Feltrin à casa das vítimas em uma picape e os dois teriam encontrado o filho do casal na calçada.
Ao ver que o atirador desceu do carro armado, o alvo correu para dentro de casa e se escondeu em um cômodo nos fundos da residência. Enquanto estava escondido, ele ouviu vários disparos de arma de fogo e ao sair do quartinho encontrou o pai dele caído na varanda e a mãe no corredor, próximo ao banheiro.
Prisões
