Justiça

Acusado de matar empresário e ex-árbitro de futebol no Jussara vai a Júri nesta quarta-feira

Ademir Dias de Aragão havia demitido a companheira do réu, que tinha ciúmes por imaginar que ela manteria um relacionamento amoroso com a vítima

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/03/22 às 19h10
Ademir Dias de Aragão havia demitido a companheira do réu, que tinha ciúmes dela (Foto: Reprodução/Arquivo)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (30) para julgar o mecânico Sílvio Gonçalves de Oliveira Júnior, 42 anos, acusado de assassinar o empresário e ex-árbitro de futebol Ademir Dias de Aragão, crime ocorrido em 30 de agosto de 2018.

Ele foi denunciado por homicídio, furto e receptação, pois de acordo com a denúncia, após atirar utilizando um revólver roubado, o réu furtou o celular e a carteira da vítima, na qual estavam documentos pessoais, cartões de crédito e R$ 5.350,00 em dinheiro.

De acordo com a denúncia, a companheira de Oliveira Júnior trabalhou cerca de 40 dias na fábrica de doces que Aragão mantinha no bairro Jussara, em Araçatuba. 

Ela havia sido demitida devido a desentendimentos ocorridos e entre o empresário e o réu, devido a ciúmes excessivo, pois ele acreditava que a esposa dele teria um relacionamento amoroso com a vítima.

Tiros

No início daquela manhã, Oliveira Júnior armou-se com um revólver calibre 38, sabendo que ele era roubado, e foi até à residência da vítima, na rua José Canova Andrea. O empresário foi ferido com dois tiros na cabeça e teve furtados o celular e carteira com documentos, cartões de crédito e o dinheiro.

Aragão foi encontrado ferido nos fundos da fábrica de doces, após uma vizinha telefonar para a polícia por volta das 6h30, informado ter ouvido dois disparos de arma de fogo vindos do interior da fábrica. Ao entrar no imóvel, ela encontrou o portão aberto e viu o empresário caído no chão, inconsciente.

Ele foi atendido por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa, onde permaneceu internado em estado gravíssimo, com um projétil alojado na cabeça. A morte foi constada por volta das 21h do mesmo dia.

Ainda segundo a denúncia, ao chegar em casa após o crime, o réu escondeu a arma usada por ele crime no forro da casa e fugiu em seguida para local ignorado.

Arma

Na ocasião a Polícia Militar recebeu denúncia de que o autor dos disparos seria um morador no próprio bairro Jussara e uma equipe viu a mãe dele em frente à casa dela, na rua Marcos Manfrinati.

Uma testemunha disse aos policiais ter ouvido barulho na casa dessa mulher no início da manhã e ao vistoriar o imóvel, os policiais encontraram o revólver calibre 38 no forro da residência. A arma, que estava carregada com quatro munições intactas e duas deflagradas. Ela foi apreendida para perícia que comprovou que foi usada para os disparos que matou a vítima.

Dias depois a polícia também apreendeu um par de muletas pertencente que Oliveira Júnior, encontrado escondido no fecho de molas de um caminhão que estava estacionado no local do crime. Segundo a denúncia, ele tem a perna direita parcialmente amputada.

Preso

O réu foi preso quase dois anos depois, escondido na casa de familiares dele em Mirassol. O mandado de prisão foi cumprido por equipe da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto, em ação coordenada pelo delegado de homicídios, Alceu Lima de Oliveira Júnior.

De acordo com o que foi noticiado pela imprensa local na época, o delegado Paulo Natal, da DH/Deic Delegacia de Homicídios) de Araçatuba, havia passado à polícia de Rio Preto dois endereços onde o mecânico poderia estar escondido.

Ao ser capturado ele teria confirmado ter cometido o assassinato por suspeitar que o empresário teria assediado a mulher dele e contou que havia chegado em Mirassol havia dois dias, após ter passado quase dois anos escondido no Paraguai.

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