O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (29), para julgamento do casal Gislaine Floriano Molina e Wellington Fernando Soares Lucas, pelo assassinato da dona de casa Adriana dos Santos, 28 anos.
Ela foi esfaqueada na casa dela, no residencial Porto Real 2, na madrugada de 9 de abril de 2018, na frente da filha, então com 10 anos. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido por Gislaine, enquanto o companheiro dela, que conviveu anteriormente com a vítima, impedia os vizinhos de defendê-la, utilizando um machado.
Conforme matéria publicada na época, Adriana levou pelo menos seis facadas. Ela foi socorrida consciente e na ocasião contou que o autor do crime era o ex-companheiro dela e pai da filha dela, junto com a atual namorada dele.
Durante a investigação, a polícia apurou que naquele dia os réus conversavam com uma vizinha de Adriana e passaram a discutir. Incomodada por estarem no quintal da casa dela, a vítima pediu que parassem com a briga e passou a ser agredida por Gislaine.
Elas teriam entrado em luta corporal e Wellington teria impedido outras pessoas de intervirem. Após a briga, o casal deixou o local em uma moto, mas Gislaine disse que voltaria.
Facadas
Cumprindo a promessa, ela retornou com o companheiro cerca de 30 minutos depois. Segundo a denúncia, Wellington estava com um machado e Gislaine com uma faca e um facão.
Os dois teriam corrido para o quintal de Adriana, que tentou se esconder dentro de casa, mas os réus teriam chutado a porta e Gislaine passado a atacar a vítima com a faca. Ao receber duas facadas na cabeça a vítima caiu de costas e passou a gritar por socorro.
Também consta na denúncia do Ministério Público que a filha da vítima, com 10 anos na época, presenciou todo o crime e implorou para que a denunciada parasse de esfaquear sua mãe.
Apesar disso, a ré teria desferido mais golpes em Adriana enquanto ela já estava caída. E, durante os golpes, ela puxava a faca com a finalidade de rasgar o corpo da vítima, segundo a denúncia.
Cúmplice
Também consta nos autos que enquanto Gislaine esfaqueava a vítima, Wellington dava golpes no ar com o machado para afastar quem tentasse socorrê-la. O casal deixou o local levando as armas, Adriana foi levada para o hospital, mas morreu na tarde seguinte em consequência de uma hemorragia interna.
Para o Ministério Público, o crime foi praticado com emprego de meio cruel, já que além dos golpes a denunciada puxava a faca com a finalidade de rasgar o corpo da vítima, e mediante recurso que dificultou a defesa de Adriana, que foi atacada, perseguida e golpeada enquanto estava desarmada, sendo toda a ação garantida por Wellington, que impedia que terceiros a ajudassem.
O casal está preso e o julgamento será no Fórum de Araçatuba, a partir das 13h.
